Parece que os campeões vão estar pelo terceiro ano consecutivo nas finais!!! Uma grande série teve um final anti-climático e tudo por culpa da equipa de Miami.
No 1º período Indiana entrou melhor na partida com um parcial de 10-6. David West parecia estar recuperado da infecção respiratória que o afligiu no jogo 6. Estava-se a movimentar bem e assim Indiana parecia pronta a travar mais uma guerra com a equipa de South Beach. Dos primeiros 11 lançamentos dos Heat nenhum tinha sido feito por Lebron James. Podíamos ver que tanto Bosh como Wade entraram a querer ajudar o King e a tentar marcar posição logo no inicio da partida. Dwayne Wade, que durante os últimos jogos parecia ser um dos Zombies mais rápidos que eu já alguma vez vi estava veloz, com movimentos fluidos e com uma agressividade pouco vista nas ultimas partidas. Se lhe deram uma injecção de cortisona ou se foi apenas o ressurgir da Fénix não sabemos.... O que sabemos é que o velhoFlash,que faz pormenores destes é sempre bem vindo :
No final do 1º quarto, Indiana liderava por 2. E eu a pensar: "Temos jogo!!!" Estava enganado pelos vistos....
No 2o período a defesa de Miami subiu de intensidade. E quando digo "subiu" estou a ser simpático... Os Blitz e os Doubles depois do Pick and Roll que tanto tenho criticado acabaram por fazer com que o ataque de Indiana explodisse e fosse parar ao Planeta Namek.
Os Heat entraram a matar! Forçaram TOs ,dobravam nos postes sempre que eles tinham a bola, rodavam sempre que necessário fechando as linhas de passe, não dando hipóteses aos Pacers. A defesa asfixiante da equipa da casa conjugada com o PÉSSIMO controlo de bola por parte dos jogadores dos Pacers foi a receita para o desastre. O banco de Indiana cavou um fosso do qual os titulares não conseguiram sair. Miami controlou o ritmo do jogo e com contribuições de Ray Allen (que acabou a 1ª parte com 3 triplos) os campeões descolaram sem nunca mais olhar para trás.
Deixo-vos aqui o alley oop entre Cole e Lebron onde o segundo teve de se baixar para não bater com a cabeça no aro:
Ao intervalo Miami tinha o jogo no bolso.
Destaco o domínio das tabelas por parte dos Heat. O Big 3 de Miami tinha 35 dos 52 pontos da equipa e Ray Ray tinha também 10 pontos na sua conta pessoal Indiana marcou 37 pontos na 1ª parte, Miami marcou 33 no 1º período.
Sinais + ao intervalo:
A defesa de Miami Heat foi IMPLACÁVEL na 1ª parte.
Wade e Bosh desta vez apareceram para ajudar.
Sinais - ao intervalo:
Indiana apareceu completamente desconcentrada e despreparada para um jogo desta magnitude. Foi fácil identificar ao intervalo quem era a vitima e quem era o agressor.
Paul George com 1 lançamento convertido em 6 tentados e Roy Hibbert com 2 lançamentos tentados, 3 ressaltos e 3 faltas não aguentaram a pressão.
No 3º período Miami não deixou a presa fugir..
Como um tubarão que cheira sangue na agua, a equipa de South Beach continuou com a sua defesa bastante activa. Wade e companhia continuavam a atacar o cesto e a carregar nas tabelas.
Indiana até entrou bem a atacar o interior mas acabou o período sem pontos, nos últimos 4 minutos do quarto.
Paul George e Hibbert com problemas de faltas não ajudaram a manobra da equipa que terminou o 3º período com o jogo perdido.
O 4º período foi jogado praticamente só por jogadores suplentes e não tem historia.
Miami acabou o jogo com mais 7 ressaltos ofensivos que Indiana e com vantagem nos pontos dentro da área pintada (o que não pode acontecer com duas presenças interiores tão boas como Hibbert e West).
Wade neste jogo ajudou (e muito) Lebron James, aumentando o ritmo de jogo e aparecendo com a agressividade que lhe era reconhecida em tempos. Battier por algum motivo acabou o jogo sem minutos.
Parabéns a todos os fãs de Miami pela vitória conseguida . Estão a 4 vitórias de vencer outra vez titulo de campeões mundiais de basquetebol.
MVP
Lebron James
32 pts - 4 ast - 8 res
Mais uma exibição sem nódoa por parte do MVP que assim garante a oportunidade de revalidar o titulo e cimentar o seu lugar na lista dos melhores jogadores de todos os tempos.
King James tem contas a ajustar com os Spurs e Tim Duncan, que o varreram em 2007 enquanto ainda representava os Cavs.
"A diferença entre um Herói e um Vilão é que o Herói é recordado pelas melhores coisas que fez na vida enquanto o Vilão é recordado apenas pelas piores"
Uso essa expressão para começar este artigo sobre "O Melhor Poste da NBA" porque nós, fãs (especialmente os fãs casuais), somos invariavelmente injustos quando comparamos jogadores.
Não podemos usar como alicerce da nossa argumentação a pior característica do "jogador Y" e compará-la com a melhor característica de "jogador Z".
Vamos falar das fraquezas e das virtudes e não apenas daquilo que convém ao nosso argumento. Outra coisa que não vamos fazer hoje é usar a percepção publica para avaliar performances desportivas só porque um atleta é adorado e outro odiado. Vamos tentar falar de BASQUETEBOL e não de concursos de popularidade ou condições psicológicas que só podem ser avaliadas por um profissional formado nessa área. E sim, PAU GASOL e TIM DUNCAN são Centers e não PFs. Vamos olhar para as características dos jogadores e não para a posição em que os mesmo estão listados no site da equipa ou na estatística da ESPN porque se assim fosse Garnett e Bosh seriam Centers e nós não queremos abrir essa "caixa de Pandora" criando o caos.
Agora que tirámos estas pequenas "pedras" do caminho vamos avançar para a lista de jogadores que podem ser considerados os melhors daquela posição.
Noah é um guerreiro! A combatividade do poste é a sua principal característica. É um poste bastante móvel e que pode assim afastar-se um pouco do cesto, nas rotações defensivas da equipa sempre que for necessário. No ataque é algo limitado mas a sua garra e o seu "lançamento tornado" fazem com que não possa ser "dado de borla". De destacar a sua capacidade de passar a bola e ser um "playmaker" jogando no interior. (TOP 3 nessa categoria junto com os dois irmãos Gasol). Não joga de costas para o cesto.
Tyson é outro dos candidatos que se enquadra na categoria de "Guerreiro Incansável". A sua raça e a suas características defensivas fazem com que o Ex-campeão e o Ex-DPY seja indispensável à equipa dos Knicks. O facto de ser muito móvel também o permite afastar do cesto em situações de pick and roll ou numa rotação defensiva.
Não tem jogo ofensivo. Nem de costas para o cesto, nem de frente. Marca dos seus pontos através de lobs, ressaltos ofensivos e dunks em baixo do cesto.
Brook Lopez, um jogador ofensivo completo que joga tanto de costas para o cesto como de frente. É dos CINCOs da liga com mais armas no seu arsenal. Tem trabalhado (e muito) na sua defesa e embora seja pouco móvel, o que impossibilita ir para zonas afastadas do cesto, é um protector do cesto decente.
É um mau ressaltador para a altura que tem.
O gigante ainda está a desenvolver o seu jogo. Depois de uma época fraca o poste está a fazer uns playoffs memoráveis estando impressionante nas series contra os NYK e contra os campeões em titulo MIA. Faz da protecção ao cesto o seu ganha pão. É pouco móvel e o seu jogo ofensivo ainda é muito cru. Ressaltador abaixo da média especialmente para os seus 2,18m.
Um Super-Atleta que teve problemas de saúde no principio da época mas que mostrou melhorias depois do jogo All Star. É um jogador que defensivamente não tem falhas praticamente. Ofensivamente capaz, péssimo lançador de lances livres e não possui jogo ofensivo a 4 metros do cesto.
O poste espanhol é um dos jogadores mais versáteis da posição. Apesar da sua falta de mobilidade o impedir de se aventurar longe do cesto, o mesmo é um bom protector da área pintada. Mau ressaltador para a altura que tem mas completo no capitulo ofensivo. Destaque para a sua capacidade de passe acima da média.
Se não contarmos com a falta de atletismo e mobilidade do poste dos Spurs que vai a caminho das suas quintas finais da NBA, não encontramos falhas no seu jogo. Um bom defesa perto do cesto mas que tem algumas dificuldades em vir fora. Jogo ofensivo completo.
Cousins é um extremo preso num corpo de poste. A sua agilidade, capacidade de drible e controlo de bola são top para um "Big Man". Ofensivamente muito completo mas falta-lhe experiência no que toca a escolher quando e onde lançar. Defensivamente é fraco, tem problemas em manter-se em campo devido as faltas e é um mau protector da área pintada. Ainda em crescimento.
Será surpresa para muitos o que irei dizer a seguir mas depois de Kobe Bryant, Big Al é o jogador com o melhor trabalho de poste da NBA. Ofensivamente não poderia ser muito melhor do que aquilo que já o é (analisando a técnica e não os números). Na defesa geralmente é lento demais para defender PFs e pequeno demais para defender Centers.
O jogador mais versátil deste grupo a nível ofensivo que peca por ter falta de espaço na equipa de LA. Gasol é um maestro no ataque fazendo um pouco de tudo. É um defensor razoável se estiver a guardar postes tradicionais mas a sua falta de mobilidade têm minado os seus esforços defensivos na ultima época.
Depois de vermos os nossos 11 candidatos aqui fica um quadro com a estatística de cada um. Vamos olhar apenas para os números e estabelecer requisitos mínimos para que consigamos separar as pepitas de ouro do entulho.
Roy Hibbert - Não cumpre quase nenhum requisito ofensivo. Não chega aos 15 pontos por jogo, não lança pelo menos 50% de campo ,não chega aos 10 ressaltos e embora seja um defesa acima da média não chega para ser "O Melhor Poste da NBA" ELIMINADO
Kendrick Perkins!!! Vou usar esta frase que Lebron James disse ao entrar na liga para resumir o monstro que é o poste de OKC. "Eu não quero ser o próximo Michael Jordan, eu quero ser o 2º Kendrick Perkins". APROVADO
Tim Duncan, o poste veterano tem um autentico "relvado" na sua estatística e atinge todos os requisitos com distinção. Os ressaltos e a percentagem de lançamento tiveram que se arredondos mas ainda assim Tim é o único que obtém nota positiva em todos os aspectos avaliados. APROVADO
Pau Gasol teve um ano péssimo, cheio de lesões e problemas na equipa. Com espaço numa equipa só sua, Pau seria um dos 3 melhores postes da NBA mas nesta época não mostrou nada que o fizesse chegar a esse status. ELIMINADO
Tyson Chandler não pode ser escolhido como o melhor poste da NBA. O facto de não conseguir sequer criar o seu próprio lançamento e de não ser propriamente Mutombo na defesa, não o catapultam para o top da posição. ELIMINADO
Cousins embora seja uma jovem promessa ainda não possui argumentos (especialmente defensivos) para entrar na discussão. Daqui a uns anos fará parte do pódio sem duvida. ELIMINADO
Big Al é um jogador ofensivo acima da média mas isso não é o suficiente para apagar a sua falta de empenho e trabalho na defesa. Sendo assim não vai poder continuar na nossa corrida. ELIMINADO
Marc Gasol faz de tudo um pouco. Mas para além da sua visão de jogo não faz nada MUITO BEM. Não chega aos 15 pontos por jogo, não chega perto da marca dos 10 ressaltos ou dos 2 abafos por partida. Gasol até pode "ir à boleia" desta excelente campanha que Memphis fez nos POs mas não chega para ser chamado de melhor poste da NBA. ELIMINADO
Dwight Howard mesmo tendo a sua pior época desde os seus tempos de rookie, consegue cumprir todos os requisitos para ser qualificado para a próxima fase. Embora tenha alguns problemas ofensivos como a linha de lance livre e a meia distancia, Dwight é um jogador difícil de parar no ataque. APROVADO
Joakim Noah, um poço de força útil a qualquer equipa da NBA. Não se enganem ao pensar que é só raça sem jeito porque ele é bem mais evoluído tecnicamente do que muitos fãs da pensam. Mas raça e trabalho árduo só te podem levar até um certo ponto e sem talento puro e duro, Noah não chega ao top dos tops na posição. ELIMINADO
Brook Lopez (que foi esquecido no quadro de stats) É um "balde de picocas mistas". Por um lado é um jogador bastante impressionante no ataque mas na defesa e na luta das tabelas deixa algo a desejar. Se melhorar como ressaltador terá uma palavra a dizer para o ano. ELIMINADO
Agora que conseguimos ver quem faz o quê vamos falar dos 3 finalistas e da escolha que fizemos para ocupar a posição de "Melhor poste da NBA"
Perkins dispensa comentários acerca da sua soberba capacidade para meter a bola no cesto. Hakeem "The Dream" Olajuown vai treinar com Kendrick no verão para treinar os seus moves no poste baixo. A sua capacidade ressaltadora só é comparável à de Wilt e Rodman. Na defesa Perkins consegue defender 3 jogadores de uma vez e muitas vezes faz 1 contra 3 no canto, deixando o trio de atacantes encurralado e sem sitio para onde ir.
Duncan foi o poste com a melhor época desportiva na minha opinião. Esteve no top a nível individual e ao mesmo tempo liderou junto a Tony Parker, a melhor campanha dos Spurs nos últimos anos. Os futuros campeões finalistas da NBA dependem muito do que o veterano pode dar pois o mesmo tem um peso tremendo tanto na manobra defensiva como na manobra ofensiva da equipa . Mas há um ou dois motivos que fazem com que Duncan não seja neste momento o melhor poste da liga profissional de basquetebol americana. Duncan não possui a componente física do jogo e o "centro gravitacional" que gira à sua volta. E ai é onde Dwight Howard entra....
(Agora começa o "DWIGHT HOWARD SPECIAL" com todas as razões pelas quais ele ainda é o 2º melhor poste da NBA. Por isso se quiserem clicar no X estão à vontade que eu não me chateio com vocês. Se quiserem saber porquê continuem a leitura).
Os Miami Cavaliers Heat sentiram falta dos 3 jogadores que não puderam comparecer na partida. Birdman, Bosh e Wade
Birdmanpor ter sido castigado um jogo, Wadepor que está a jogar lesionado eBoshporque neste momento oFlower Power Foward está numa péssima fase.
No 1º periodo Indiana pareceu querer controlar o jogo. Entraram concentrados, a mover bem a bola e a fechar bem todos os caminhos para o cesto. Paul George e Hibbert acabaram com 18 dos 23 pontos de Indiana.
Do lado dos campeões, Lebron estava em destaque com 10 pontos, 4 ressaltos e 3 assistências.
Miami entrou a atacar de maneira pouco inteligente mas as penetração de James iam deixando os atiradores sozinhos e isso fez com que se conseguissem manter por perto.
Chris Bosh acabou o primeiro quarto da partida com 2 pontos e 1 ressalto.
E quando o período não podia ter corrido pior ao poste internacional americano:
O 2º período começou com a incapacidade de meter a bola no cesto por parte dos Heat. A equipa de South Beach falhou 9 dos seus primeiros 10 lançamentos no quarto embora estivesse a mover a bola muito bem e a encontrar invariavelmente bons lançamentos.
Do lado de Indiana, David West que estava com febre bastante alta e com uma infecção respiratória não tinha ainda convertido nenhum dos seus 6 lançamentos de campo. Os Pacers entraram bem no período tentando sair rápido para o ataque mas falharam pelo menos 4 ou 5 passadas relativamente fáceis o que fez com que não conseguissem descolar ( um sujeito disse que as finalizações dos Pacers pareciam o concurso de afundanços este ano, 13 tentativas para fazer 1 cesto).
O exame ocular dizia que Indiana tinha o controlo do jogo e a liderança. O resultado dizia outra coisa completamente diferente!
Miami que estava a lançar 27% em lançamentos de 2 pontos, acabou a primeira parte a converter 77% dos seus tiros de 3 (7 em 9).
Ao intervalo Miami liderava por 1 devido à excelente eficácia de 3 . James carregava a equipa e embora não estivesse a lançar bem ao cesto, era o único facilitador da equipa. No segundo período LbJ contentou-se com lançamentos de meia distancia em vez de atacar o cesto e isso não ajudou a sua percentagem. Chalmers e Cole juntos, acabaram a primeira parte com 15 pontos e eram praticamente a única ajuda que o Rei tinha.
Sinais + ao intervalo:
Paul George e Hibbert terminaram o período com 28 dos 39 pontos da equipa e estavam a dar mais uma vez problemas aos campeões.
Miami estava inconscientede 3 pontos. Eram capazes de marcar até de costas se tentassem mas se pensam que se deveu ao factor sorte não foi esse o caso! A movimentação de bola dos visitantes estava muito melhor do que tem estado ultimamente
Sinais - ao intervalo:
Wade e Bosh tinham 4 ressaltos, 4 TOs e 4 pontos (1 em 10) no fim da primeira parte.
Os Pacers e a incapacidade para terminar lançamentos fáceis junto ao cesto fizeram com que acabassem a primeira parte a perder.
O 3º período do jogo 6 foi similar ao período 3º do jogo 5.
Só que desta vez quem fugiu no marcador não foram os Heat.
Os Pacers entraram no quarto prontos para tomar o controlo do jogo e fizeram um parcial de 7-0 logo a começar o período. David West que não conseguia marcar, estava a ajudar bastante! Para além de estar a dominar as tabelas e estar a defender Chris Bosh de uma maneira incrível, West e o seu tamanho não deixaram que Miami utilizasse um cinco "pequeno" e metesse os seus atiradores em campo.
Costumamos dizer: "Quem vive pelos triplos, morre pelos triplos" e os Heat eram a prova viva disso. Depois de uma primeira parte en FUEGO arrefeceram, o que fez com que chegassem ao final do período com uma desvantagem já na casa das dezenas.
Lebron também não estava a conseguir encontrar o caminho do cesto A equipa da casa parecia muito bem preparada, antecipando todos os movimentos do adversário e rodando em conformidade.
Com 4 lances livres nos últimos segundos do quarto, Lebron James diminuiu a desvantagem para 13 dando assim alguma esperança a quem pensava que a série acabaria hoje.
O 4º período começou com um pequeno susto para todos os adeptos dos Pacers (e haters dos Heat).
Miami entrou quente e decidida a fazer uma ultima tentativa para alcançar a vitória. Mike Miller, que já não víamos com regularidade à algum tempo, marcou 2 triplos e deixou a equipa a perder apenas por 6.
A defesa dos campeões também aumentou de intensidade frustrando Roy Hibbert no poste baixo.
Do lado de Indiana tudo voltou ao costume.
Ataques desastrados e sem imaginação, onde reinam as isolações e onde as movimentações sem bola são inexistentes.
Com sorte David West, contra tudo e contra todos, começou a encontrar o caminho do cesto e depois de algum pânico, Paul George com uma bomba de 3 selou o destino da partida..
Esta jogada, simboliza o que se passou durante o jogo!
A cara de Pat Riley diz tudo:
Miami não dominou na luta das tabelas e outro dado esclarecedor mostra-nos que Indiana acabou o jogo com 44 pontos na área pintada enquando os Heat só marcaram 22 (metade).
Chris Bosh já vai com 3 jogos seguidos sem marcar pelo menos 10 pontos (a ultima vez que isso aconteceu foi no seu ano de rookie em 2004) e tem sido completamente esmagado na luta pelos ressaltos.
Do lado de Indiana podemos ver que toda a gente contribuiu, tanto com pontos como com ressaltos e que não vão desistir enquanto tiverem a oportunidade de chegar a final.
Destaco David West que apesar da febre e dos enormes problemas de saude, acabou a partida com um duplo duplo.
MVP
Paul George
28 pts - 5 ast - 8 res
A jovem estrela em ascensão mesmo cometendo 6 TOs esteve ao seu nível. Muito eficiente a lançar ao cesto e a aproveitar as debilidades de um Dwayne Wade tocado, que não consegue guardar sequer a sua própria sombra. Bom trabalho "Young Blood".
Coisas que eu gostei...
Hibbert a chamar a atenção aos repórteres por votarem às cegas (concordo) nos prémios individuais e colectivos no final de época.
Na minha opinião os 2º, 3º ,4º e 5º jogadores com melhor performance desta série jogam todos na equipa de Indiana. Agora vejam o peso gigantesco que Lebron carrega as costas (embora ontem tenha estado um pouco passivo).
Não somos todos haters de LbJ, não também somos todos fãs.
Quanto ao jogo 7???
VENHA ELE!!!!
Sabem quem está bastante contente por ver a equipa de Indiana e a equipa de Miami desfazerem-se antes da final? Este senhor:
Miami está a brincar com o Fogo!!!! Depois de ter feito alguns ajustes no jogo 3 e ter ganho a partida com a facilidade voltaram a cair no mesmo erro. Antes de resumir o jogo quero-vos mostrar isto:
Aqui Roy Hibbert, nos primeiros segundos do ataque, corre para o centro da área restritiva e fica numa excelente posição para marcar.
Aqui Miami faz a sua habitual armadilha ao portador de bola, no Pick and Roll deixando o poste rolar para o cesto sozinho.
Esta "jogada" que não é nada mais que um simples Pick and Roll é a principal razão pela derrota de Miami ontem e pela possível eliminação que poderá acontecer se os Heat não mudarem esta abordagem (neste jogo, a equipa de Indiana tentou fazer isto 16 vezes e marcou 16 pontos).
A equipa de Indiana não é assim tão boa a atacar mas se Miami continuar a oferecer estes cestos ao poste, que é 7 cm mais alto que qualquer defesa da equipa de South Beach, arriscam-se a ver as finais pela TV.
Agora que tirámos isto do caminho vamos falar do jogo em si.
Miami na época regular teve o melhor ataque da NBA. Mas este suposto monstro ofensivo está a jogar também contra a melhor equipa defensiva da liga. Miami não tem feito nada para dificultar a tarefa à equipa de Indiana.
Lebron James teve um banquete na ultima vitória, utilizando o poste baixo para castigar Paul George. Neste jogo, sem motivo aparente, levou apenas 8 vezes George para o garrafão e mesmo sem double teams por parte da equipa dos Pacers, abandonou aquilo que tanto sucesso lhe tinha dado no jogo anterior.
No 1º período estiveram em destaque George Hill com 9 pontos e Hibbert com 6 pontos e 7 ressaltos. Do lado da equipa visitante, Lebron James, com 9 pontos(ineficientes diga-se de passagem), estava em evidência. O mesmo teve uma falta técnica logo ao começar a partida mas isso não o condicionou.
No 2º período temos um momento caricato em que Lance Stephenson sopra no ouvido de Lebron, tentando provocá-lo e o MVP da NBA, como já tinha uma falta técnica, foi falar com o arbitro a queixar-se do mesmo.
Destaco um excelente momento também em que Lebron James, com sucesso, consegue negar a bola a David West no poste baixo. É pena o mesmo só poder fazer isto 2 ou 3 minutos por jogo, visto que causa um desgaste brutal ao lider dos Heat.
Wade e Bosh estavam sem fogo e falharam 2 dos 9 lançamentos que tentaram em toda a 1ª parte.
Miami lançou 40% de campo enquanto Indiana estava colada nos 50%FG. Do lado da equipa caseira tínhamos Paul George com problemas de faltas mas ainda assim a equipa chegou ao intervalo a vencer por 1. Para isso contribuíram George Hill com 12 pontos e Roy Hibbert com 11 pontos e 8 ressaltos.
Ao Intervalo, Indiana para alem de dominar na luta das tabelas também tinha uma % de lançamento superior. Miami estava com dificuldades em desmontar a defesa dos Pacers.
Sinais + ao intervalo:
O ataque de Indiana finalmente estava a carburar sem problemas.
Roy Hibbert e George Hill a capitalizar e a castigar a abordagem tóxica com que os Heat abordam a defesa do Pick and Roll
Sinais - ao intervalo:
Spoelstra que depois de rasgados elogios dados aqui, voltou a deixar que a equipa abandona-se aquilo que lhes deu sucesso no jogo anterior (Lebron no poste baixo)
Wade e Bosh com performances miseráveis na 1ª parte
No 3º período a equipa Miami apareceu transfigurada. Já levavam 22 lances livres no fim do terceiro período, o que queria dizer que estavam a conseguir atacar o cesto muito melhor do que o que tinham feito anteriormente.
A defesa da equipa visitante elevou a sua intensidade e forçando TOs, fizeram um parcial de 9-0. Wade aqueceu e esteve muito mais activo neste quarto e LBJ, não querendo ficar atrás do seu colega faz esta obra prima.
De assinalar também que tanto Lebron e Bosh torceram o pé neste período o que pode trazer varias complicações para o próximo jogo.
Parece que alguém foi ver o Professor Bambu antes da partida .