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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Antevisão da temporada 2013/14 (Vídeo) : #Heat


Clica na imagem para veres o vídeo com a nossa antevisão da época 2013/14 sobre os Miami Heat!



domingo, 30 de junho de 2013

E agora Boston?



Boston Celtics....

Sendo eu um fã dos LA Lakers,  posso dizer que este é o Franchise que mais odeio.
Mas ao mesmo tempo é também o Franchise que mais respeito!


Ultimamente tenho reparado numa falta de ambição tremenda por parte de muitos fãs de Boston!
Usando como desculpa o tão conhecido "Celtic Pride", baixaram os braços e em vez de mandarem a "mobília velha" ao mar para que o barco não afunde, preferem ir ao fundo todos juntinhos, de mãos dadas e em família.


Suspeito que grande parte desses fãs não passou pela ERA DO GELO, pós Bird/pré KG e fala assim porque desde que se tornou fã da equipa, sempre teve o frigorífico "cheio".


Já falaremos disso mais tarde....



Os Celtics sempre foram o motivo de inveja da liga.

A sua data de criação remonta ao ano de 1946  quando o presidente da Boston Garden-Arena Corporation, Walter A. Brown decidiu formar uma equipa para competir na BAA (Basketball association of America).


Em 1949 a BAA faliu e a equipa de Boston juntou-se à NBA.

Em 1950 os Celtics fizeram historia pois foram a 1ª equipa de sempre da NBA a escolher no Draft um Afro-Americano.

Os Celtics estavam com dificuldades em se afirmar na liga até que o lendário treinador Red Auerbach e o grande Bob Cousy, chegaram à cidade.


Em 1957 Auerbach escolheu com a 2ª pick do Draft, Bill Russell!
Juntando a ele, Cousie, o Rookie do ano 
Tommy Heinsohn e mais tarde John Havlicek, os Boston Celtics formaram uma dinastia.




De 1957–69, Boston ganhou 11 títulos em 13 possíveis.
Alcançou um recorde que até hoje ainda não foi batido. Nunca uma equipa profissional de desporto americana conseguiu até hoje ganhar 8 títulos seguidos como Russell e companhia conseguiram.

Os Celtics também foram a 1ª equipa com um 5 inicial completamente negro e isso quebrou alguns estigmas vividos pela sociedade naquela altura.


Nesse período nasceu também uma das maiores rivalidades de sempre, em qualquer desporto. Boston durante a sua dinastia, defrontou nas finais por 7 vezes a equipa dos LA Lakers e isso fez com que a animosidade entre as duas equipas durasse até aos dias de hoje.


Depois de Auerbach se retirar da posição de treinador, Bill Russell assumiu o cargo (treinador-jogador) tornando-se assim no 1º treinador negro de qualquer desporto profissional americano.
 

Russell retirou-se em 1969 terminando assim a Era em que tinha sido o principal protagonista.


Entre 1970-79 os Celtics atravessaram 2 fases de reconstrução mas ainda assim com  Tom Heinsohn ao leme, a equipa conseguiu alcançar 2 títulos (1974 e 1976).

Depois de um péssimo recorde na época de 1978 (32-50), o jogador com mais pontos na historia dos Boston Celtics,  John Havlicek retirou-se.


Apesar do destino incerto e da época medíocre que se seguiu, Auerbach tinha uma carta na manga e essa carta chamava-se LARRY BIRD.



Bird que foi a 6ª escolha do draft, ficou mais um ano na Universidade de Indiana State, perdendo na final da NCAA para Michigan State de Magic Johnson .

Os Boston Celtics tinham assim adquirido um dos maiores jogadores da história da NBA e Bird logo na sua época de rookie (ganhou o prémio de Rookie of the year) fez história.
Boston acabou a época com 61 W e 21 L e estabeleceu assim o maior crescimento no numero de vitórias  conquistadas  em relação à época transacta  (+ 32 vitórias que a época anterior).

A equipa ainda assim esbarrou contra os 76ers nas ECF e acabou por ser eliminada antes de chegar à final. 
Anos de glória esperavam a equipa que veste de verde e branco...

Numa das trocas mais surreais e desniveladas da história da liga, Auerbach que tinha juntado várias draft picks, trocou a 1ª escolha do draft e a 13ª para os GS Warriors. Em retorno recebeu Robert Parish e a 3ª escolha do draft. Essa 3ª pick tornou-se Kevin McHale e assim se formou o "BIG 3".

Em 1980-81 os Boston Celtics viriam a conquistar o título frente aos Houston Rockets, depois de terem ultrapassado um verdadeiro teste de fogo contra os 76ers, que estiveram a ganhar 1-3 durante as ECF mas sucumbiram perante Bird e os seus companheiros.

A época seguinte marcou o reencontro de 2 jovens rivais que já disputavam entre si o lugar cimeiro no top de jogadores da liga.
Em 1983-84, Bird enfrentou pela 1ª vez Magic nas finais e a equipa de Boston saiu por cima nesse duelo, conquistando mais um anel. 


No ano seguinte Magic devolveu a gracinha e venceu pela 1ª vez na história dos Los Angeles Lakers, uma final contra o seu odiado rival . 

Mas os Celtics não vacilaram....

A equipa que jogou a época de 1985-86 é ainda hoje considerada uma das melhores equipas de todos os tempos.

Os Celtics tinham adquirido Bill Walton através de uma troca com os Los Angeles Clippers e Walton que vinha de uma época cheia de lesões estava disposto a sair do banco para ajudar o Big 3.
Nessa mesma temporada, Walton ganhou o prémio de 6th Man of the Year, Bird ganhou o seu 3º MVP consecutivo e ambos ajudaram a estabelecer uma marca impressionante.
Dos 41 jogos disputados em casa a equipa venceu 40 e sagrou-se mais uma vez campeã da NBA frente aos Houston Rockets. 
Este seria o último título dos Boston Celtics no séc. XX, pois nos anos seguintes, tanto o Show time de Magic como os Bad Boys de Isiah Thomas, conseguiram derrotar os Cs.

O ano de 1986 ficou também marcado pela morte de Len Bias. 

O extremo da Universidade de Maryland que por muitos era visto como o próximo Michael Jordan, foi escolhido na 2ª posição do draft pelos Boston Celtics mas viria a falecer vitima de overdose por cocaína. Podem ver o documentário sobre a sua história aqui(link).



Bird que já mostrava vários sinais de desgaste e que foi assolado por uma praga de lesões, participou em apenas 6 jogos na época de 1987-88. Foi operado para tentar retirar algumas farpas de osso que tinha nos pés e o que supostamente o faria perder as partidas até ao jogo All Star acabou por fazê-lo perder a temporada inteira.

Depois de ter participado nos jogos Olímpicos de Barcelona representando a Dream Team, Bird retirou-se após 13 épocas como jogador.

Estávamos então a assistir ao fim de uma Era dourada e ao começo da "Era do Gelo", que se instalou na equipa do Massachusetts até 2008. 




A fase pós Bird trouxe caos e tragédia.

Reggie Lewis que era considerado o sucessor de Bird, teve um colapso na 1ª ronda dos playoffs e isso criou um grande alvoroço por toda a liga.
Mais tarde Lewis conseguiu que os médicos lhe dessem alta médica, deixando-o assim apto para voltar a treinar.

Na pré-época, enquanto estava a treinar na Universidade de Brandeis, Reggie voltou a ter um colapso mas desta vez não conseguiria sobreviver. O mesmo foi vitima de um ataque cardíaco e acabou por falecer.

Os Boston Celtics para honrar a sua memória retiraram o seu numero (35) e até hoje a sua camisola está pendurada no tecto do TD Garden. 

O Big 3 tinha finalmente acabado com Kevin McHale a retirar-se e com Parish a embarcar nos New Orleans Hornets. Os Celtics acabaram assim a época com 32 vitórias e 50 derrotas.
A equipa de Boston mudou para o TD Garden em 1995 e na temporada seguinte estabeleceu o recorde de derrotas na história dos Franchise. (67 derrotas)

Outra má decisão tomada pela equipa foi a troca do seu rookie Billups para os Toronto Raptors. Billups viria a ser Finals MVP alguns anos depois, com a camisola dos Pistons ao peito.


O Draft the 1998 trouxe "A Verdade" ao TD Garden.

Com a 10ª escolha do draft, os Boston Celtics escolheram Paul Pierce. Uma jovem estrela universitária que não devia estar sequer disponível na 5ª posição mas que por algum motivo chegou à 10ª sem ser escolhido.

Com Pierce e Antoine Walker, os Celtics pareciam estar perto de virar o barco mas mais uma vez, más decisões fizeram com que a Era do gelo se prolongásse.

Em 2001 os Boston Celtics tinham três first round picks e com elas os Cs escolheram Joe Forte, Kendrick Brown e Joe Johnson. Só o último se viria a afirmar como uma estrela da NBA enquanto os outros 2 foram umas autênticas desilusões.

Depois de em 2002 terem chegado surpreendentemente às ECF, derrotando os favoritos Pistons e os 76ers de Allen Iverson (que tinham estado na final no ano anterior), sucumbiram às mãos de J. Kidd e dos Brooklyn New Jersey Nets.

No ano seguinte Danny Ainge, ex base da equipa, tornou-se General Manager do conjunto.
Depois de em 2004 terem contratado Doc Rivers como treinador, terem  sacado no draft Tony Allen, Al Jefferson e Delonte West e com o regresso do All Star, Antoine Walker a meio a época, Boston conseguiu recuperar o título de campeão da Atlantic Division mas viriam a ser eliminados na 1ª ronda novamente.

Depois de mais um desastre em 2006 no que toca ao draft e às trocas realizadas ( Randy Foye, Dickan e Lafrentz foram trocados pelo super bust, Sebastian Telfair e Theo Ratliff), Ainge conseguiu finalmente acertar uma.

Os Boston Celtics compraram uma draft pick aos Suns que mais tarde se veio a tornar em Rajon Rondo!
A travessia do deserto estava a acabar.

O último ano em que os Boston Celtics estiveram entre as equipas menos cotadas da liga trouxe uma má notícia. Red Auerbach, um dos poucos sobreviventes que estava ligado à génese da equipa, faleceu aos 89 anos.

Para piorar os Boston Celtics tiveram um recorde de 2-22 entre o final de Dezembro e o início de Fevereiro. Paul Pierce tinha um problema no pé e Tony Allen que até o estava a render com alguma qualidade, fez esta parvoíce que lhe causou uma rotura de ligamentos  ACL e no MCL do joelho esquerdo.



A equipa teve o 2º pior recorde da liga e por esse motivo estava com grandes possibilidades de conseguir escolher no draft, Greg Oden ou Kevin Durant.
 A sorte ditou que Boston ficaria com a pior draft pick possível (5ª pick) e isso parecia que ia fazer com que o verniz estalasse.
Circulavam rumores bastante fortes que Doc Rivers iria ser despedido e que Paul Pierce iria exigir uma troca mas depois da tempestade veio a bonança e ambos tiveram a oportunidade de se redimir no ano seguinte...


A Era do Big 3

Ainge aproveitou a derrocada que estava a acontecer em Seattle e na noite do draft enviou  Jeff Green e Wally Szczerbiak para os Supersonics.
Em troca receberam o All Star atirador, Ray Allen e uma draft pick de segunda ronda que mais tarde se veio a transformar em Baby Shaq, Glen Davis.

O segundo passo que o GM orquestrou foi mais difícil de concretizar.
Depois de uma relutância absoluta em ser trocado para os Boston Celtics, prometendo aos fãs que seria para sempre um "Lobo", Kevin Garnett não se mostrava nada interessado em ingressar na equipa do Massachusetts.
Mas a renegociação de contrato que Boston lhe prometeu e que o fez tornar-se no jogador mais bem pago  em toda a história da NBA finalmente convenceu Big Ticket a juntar-se ao projeto.

Kevin McHale que na altura era GM dos Wolves e que já mencionamos anteriormente, trocou KG, recebendo em troca Al Jefferson, Theo Ratliff, Telfair, Ryan Gomes e Gerald Green.

Estava assim formado o BIG 3 que prometia tornar-se numa Dinastia e com a chegada de Tom Thibodeau, os Celtics tornaram-se numa das melhores equipas defensivas de todos os tempos.

Os Celtics tiveram o maior aumento no numero de vitórias. de uma época para a outra na história da NBA (+ 42), acabando com um recorde de 66-16. Depois de uma época espectacular  em que a cidade voltou a respirar basquetebol, o ambiente estava pronto para os playoffs e quem torcia pelos Celtics não ficou desiludido. Depois de um começo lento em que foram por 2 vezes ao jogo 7 (Na 1ª ronda contra os Hawks e na 2ª contra os Cavs de Lebron James), Boston chegou às ECF e derrotou os Pistons em 6 jogos.

Com a chegada dos Celtics à final, a rivalidade entre as 2 equipas mais emblemáticas da liga tinha renascido.
Pela 11ª vez na história da NBA e pela 1ª desde 1987, os Boston Celtics e os Los Angeles Lakers voltavam a encontrar-se nas finais.
Kobe Bryant que naquela altura era o MVP da liga, deu alguns problemas à equipa verde e branca mas depois de terem desperdiçado uma vantagem de 24 pontos no jogo 4, a equipa da Califórnia fraquejou.
O jogo 6 foi uma autêntica humilhação para LAL que perdeu a partida 131-92 e viu assim o seu eterno rival a conquistar o seu 17º título.


Estávamos perante uma equipa que prometia dominar a liga nas épocas seguintes mas não foi bem isso que realmente aconteceu.
Durante a seguinte época, os Celtics alcançaram mais uma marca histórica ao conseguir o melhor início de temporada de todos os tempos.
Os Cs que tinham começado a época com um recorde de 27W-2L e que tinham alcançado o recorde de vitórias seguidas na história do franchise (19), tiveram um percalço pelo caminho que lhes iria custar bem caro. 
Kg lesionou-se e falhou os últimos 25 jogos da época, fazendo com que os Celtics se tornassem num alvo mais fácil de abater.

Depois de uma épica 1ª ronda em que os Bulls levaram a série a 7 jogos (4 deles com prolongamento), Boston deparou-se com Superman e os seus Orlando Magic.
A equipa da Flórida esteve a perder a série por 3-2 mas com Dwight Howard ao leme, conseguiriam infligir um rude golpe às aspirações dos Verdes.

A equipa que mais tarde iria perder nas finais com os Los Angeles Lakers, começava a colocar em causa a supremacia dos Celtics na conferência Este mas a vingança seria consumada na época seguinte.


Boston começou a temporada 2009-10 com bastante fulgor, obtendo 23 vitórias em 28 partidas travadas e ai Doc Rivers decidiu descansar os jogadores mais velhos do conjunto.
A equipa a partir desse momento alcançou 27 W e 27 L terminando a época na 4ª posição do Este.



Destruindo os Heat de D. Wade em 5 jogos e destroçando os sonho que Lebron tinha em vencer um anel pelos Cavs, os Celtics teriam a oportunidade de se vingar da equipa que os tinha mandado para fora dos Playoffs no ano anterior.
Rajon Rondo que nessa mesma época tinha sido pela 1ª vez considerado All Star, já era um contribuidor bastante importante para além do Big 3.

Boston encontrava-se mais uma vez ( 12ª para ser exacto), frente a frente com o seu rival, os LA Lakers.
A equipa do Este que esteve a certa altura a liderar as finais por 3-2 e que parecia estar embalada em direção ao seu 18º título, tropeçou.
A lesão de Perkins no jogo 6 e a derrocada que aconteceu na 2ª parte do jogo 7 (Boston liderava por 13 e acabou por perder) marcaram para sempre o legado deste Big 3.



Depois da custosa derrota com os arquirrivais, a fortaleza começou a desmoronar.

Danny Angie sabia que Perkins não poderia jogar até Fevereiro e isso fez com que contratá-se a dupla de  O'neals como "apólices de seguro".
Enquanto Paul Pierce se tornava no 3º Celtic a alcançar a barreira dos 20000 pontosRay Allen se tornava no jogador da NBA com mais triplos marcados em toda a história, os Celtics iam vencendo mesmo sem Perkins (33-10).

O GM olhou para os números, viu que a equipa estava a ter um bom rendimento com Shaq (19-3 em jogos onde Diesel jogou mais de 20 minutos) e decidiu assim trocar Perkins para OKC, recebendo o jovem em ascensão de Jeff Green.

Com Carlos Arroyo, Green e Krstic a ter vários problemas de adaptação aos novos papeis e com Shaq que jogou apenas 5 minutos depois do dia 1 de Fevereiro 
(devido a lesões), os Boston depararam-se com os Super Miami Heat e foram derrotados em  5 jogos!

Na época seguinte e após Shaq se ter retirado, Boston voltou a fazer uma época mediana terminando em 4º lugar na tabela classificativa.
A equipa que já se tinha tornado na "equipa de Rondo" voltou a encontrar Miami na final e desta vez encostou-lhes as costas contra a parede.
Estiveram a ganhar 3-2 com a possibilidade de fechar o jogo em casa mas depois do  "Good Job, Good effort" e do célebre "Boo Boo go to bed" a equipa voltou a claudicar.

Mesmo com um jogo 7 épico por parte de Rondo, os Celtics mais uma vez caíram vitimas da equipa de South Beach.


Antes da época começar. Ray Allen abandonou Boston e juntou-se à equipa que os tinha eliminado, os Miami Heat.
Ao contrário do que todo o mundo diz e apesar de Ray Allen ser visto hoje em dia como "Judas" para os fãs de Boston, a história da sua partida é muito mais complexa do que se pode pensar.

Ray, que já tinha tido problemas com Rondo e que já teria pedido por várias vezes a Doc que desenha-se mais jogadas para si, foi colocado na casa do cão.
O jovem defesa Avery Bradley tinha atirado a extremo All Star para o banco e isso agravou ainda mais o estado de descontentamento do atirador.

O golpe de graça foi a contratação de Jason Terry por parte do conjunto verde.
Ray que já tinha pouco espaço, não pensou duas vezes e dias depois de saber que JET estava com malas aviadas para Boston, agarrou nas suas e foi para South Beach.

Com Tom Thibodeau já bem longe do cojunto e com bastantes jogadores novos. a equipa dos Celtics parecia estar recarregada e pronta para lutar pelo título mas a época acabou por ser um desastre. Os jogadores novos não se adaptaram bem, o ataque que já era mau com Rondo, passou a ser péssimo (devido à streak de jogos com mais de 10 assistências em que o base se encontrava) e a equipa estava completamente desnorteada.

A equipa acabou por ver Rondo se lesionar gravemente no joelho e já sem gás, chegou aos playoffs apenas para servir como aquecimento para os Knicks de Carmelo Anthony.

Na última semana deparámos-nos com o final do Big 3 e o que estava destinado a ser uma dinastia acabou por sem um "One and Done".
Rivers abandonou o barco e foi para pasturas mais verdes (Clippers).
KG e PP, depois de ponderarem entre eles, decidiram ir para Brooklyn e assim Garnett abdicou da sua "No Trade Clause" (pode vetar qualquer tipo de troca) deixando a troca prosseguir.

Assim terminou mais uma Era que provavelmente deixará saudades.



sexta-feira, 21 de junho de 2013

TEMOS CAMPEÃO! Resumo: SA Spurs Vs Miami Heat (Jogo 7)



E assim terminamos a época com os campeões a revalidar o título.

Depois de um épico jogo 6 onde estiveram a segundos de perder a partida, Miami confirmou o factor casa no jogo 7 e sagrou-se assim Bi-campeã Mundial.


Aqui podemos ver Lebron James a chegar "discretamente" ao pavilhão onde iria conquistar mais tarde o seu 2º anel.

No 1º período os San Antonio Spurs entraram melhor, fazendo um parcial de 10-2.
A equipa do Texas não parecia abalada com a derrota amarga que tinha sofrido no jogo 6 e desde cedo tentou aumentar o ritmo do da partida.
Com uma boa movimentação da laranja e com bons movimentos no lado sem bola, San Antonio estava a conseguir criar bons lançamentos mas simplesmente não os conseguia marcar.
SAS continuava a dar espaço a Miami, estratégia que acabou por ser a sua própria perdição.

Miami respondeu com um parcial de 8-0 e equilibrou a balança.
Com James a defender Parker e fazendo double teams em Tim Duncan, a equipa de South Beach conseguiu acabar o quarto por cima.

Ambas as equipas pareciam algo ansiosas e isso acabou por fazer com que o jogo se torná-se feio e trapalhão.

Tanto Leonard com 5 pontos e 6 ressaltos como Battier com 2 triplos convertidos em 2 tentados, estavam em destaque nas suas respectivas equipas.



No 2º período a qualidade do jogo aumentou.

Tony Parker estava bastante activo  e Manu Ginobili (ainda) não estava a complicar o trabalho à equipa visitante.
San Antonio não estava a marcar os seus lançamentos de 3 pontos (2 em 7) mas apesar disso manteve-se na partida.

Danny Green que foi herói até ao jogo 5, desapareceu completamente nestas 2 ultimas partidas e na 1ª parte falhou todos os 6 lançamentos que tentou .



Miami embalada por Lebron James e Dwayne Wade, que se mostravam confiantes na sua meia distância, dava uma réplica à altura e com uma excelente transição defensiva, respondia ao ímpeto de TP9 e as suas transições rápidas.
Mesmo com Bosh sem pontos os Heat acabaram a 1ª parte com a liderança e para isso contribuiu também Shane Battier, que depois de uma série horrível, já contava com 3 triplos convertidos neste jogo 7.



Apesar da péssima percentagem de lançamento San Antonio apenas perdia por 2 e isso devia-se ao facto de já contarem com 8 roubos de bola.
Com Lebron a aquecer no 2º período e Leonard já com 10 ressaltos na sua conta pessoal, esperávamos uma ótima 2ª parte.

Sinais + ao intervalo: 


  • Wade estava super confiante e sem medo de meter o pé no acelerador . Joelhos!? Para quê que ele os precisa?!
  • Duncan mais uma vez dava a cara pela equipa visitante. Vai ser muito triste quando este senhor pendurar as botas.
  • Tenho bastante orgulho em ter reparado no Nani ao intervalo sentado ao lado do Drake. Vou incluir este feito dantesco no meu curriculum pelo sim pelo não :)

Sinais - ao intervalo:
  • Se não tivéssemos feito já um cartaz a dizer "DESAPARECIDO" para Birdman, Danny Green era capaz de merecer essa mesma "honra".
  • Bosh, que estava muito bem defensivamente tinha 0 pontos ao intervalo.
    Tu és bem melhor que isso Christopher.
No 3º período tivemos um quarto bastante nivelado e que acabou de maneira inversa à maneira como começou.

Miami entrou por cima praticando uma excelente defesa e mantendo os penetradores fora do garrafão.
Tim Duncan estava rodeado de defesas e assim ficou várias posses de bola sem sequer tocar na mesma.
Lebron James já levava 5 triplos marcados em 8 tentados e estava a fazer pagar caro o espaço que a defesa de San Antonio lhe estava a dar. 



Sem Matt Bonner (The Red Mamba), os
Spurs estavam a executar pessimamente o seu ataque e quando o pick and roll não criava buracos nas costas da defesa (devido aos blitz que Miami faz) o ataque estagnava por completo.

Ainda assim, depois de um parcial de 7-0, SAS não descolou e acabou o período a perder apenas por 1. 



O 4º período voltou a trazer-nos confusão. 

Era um jogo de parada e resposta.
Battier continuava doido da linha de 3 pontos mas a equipa de San Antonio estava a dar boa réplica.

"Evil Manu" que não tinha sido visto até ao 3º período, acordou e voltou a carbonizar as esperanças de San Antonio em alcançar o seu 5º titulo.

O Argentino que não tinha nenhum Turnover à entrada do 4º período, acabou o jogo com 4 TOs.

Por parte de Miami, Lebron e Wade estavam estupendos.
Aproveitavam as trocas feitas no Pick and Roll para atacar Tim Duncan e tirar vantagem do mismatch de tamanho/velocidade.
Estavam bastante confiantes no seu lançamento de média/longa distância e fizeram Gregg popovich passar por tolo.
Shane Battier à imagem do ano passado, apareceu no momento da verdade e acabou o jogo com 6 triplos em 8 tentativas.
Esta jogada selou o destino dos Spurs.
Duncan que teve a oportunidade de dar um  "sopro de vida" à sua equipa, falha 2 vezes o que seria o empate e do outro lado Lebron, sem pestanejar fecha o jogo.

Assim se sagraram mais uma vez os Miami Heat, mais uma vez, campeões da NBA com Lebron James e companhia a ter um grande Jogo 7.



MVP
Lebron James
37 Pts - 4 Ast - 12 Reb


Lebron, apesar do começo lento, teve uma partida magnífica. 
Utilizou muito bem o espaço que lhe estava a ser dado pela defesa de San Antonio e com o seu lançamento a cair ,conquistou mais um titulo.


Esta derrota foi duríssima para a equipa dos San Antonio Spurs.
Depois do jogo 6 onde já tinham praticamente o titulo ganho, esta deve ser uma das experiências mais dolorosas que Gregg Popovich e os seus pupilos pode ter.
Manu vai ter muito que pensar durante o Verão e Tony Parker depois deste pobre jogo 7 também.

Muitos parabéns pela luta e pela entrega.
Tim Duncan, Leonard, Diaw, Green (até ao jogo 5) entre outros, proporcionaram-nos umas excelentes finais e nós só podemos agradecer por isso..


Porque que o Melhor treinador da NBA ajudou à festa de Miami e à coroação de King James?

AVISO: Ver o vídeo em Full Screan porque o mesmo foi guardado com as medidas erradas!!

Coach Pop desta vez meteu a pata na poça.
Uma estratégia que tinha dado tanto sucesso nos jogos anteriores (tratamento à Rondo), não resultou desde o principio da partida.
Wade e Lebron estavam quentes e ainda assim Coach Pop não ajustou, acabando por meter a sua equipa em maus lençóis.

Será que seria diferente se Popovich tivesse deixado Leonard defender James "normalmente" em vez de lhe dar tanto espaço para lançar?
Nunca saberemos.... Mas Lebron e companhia agradecem!


Assim termina mais uma época espectacular da NBA.
Daqui a 5 meses há mais :)

Está descansado que nós não vamos de Férias e terás todas as novidades, rumores e artigos sobre o que se passa enquanto os astros da NBA descansam ;)

Até Breve!



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Resumo: Miami Heat Vs SA Spurs (Jogo 5) Finais


O jogo de xadrez chamado "NBA Finals" tem-me deixado um pouco confuso.
Confesso que nunca vi uma serie tão desnivelada e ao mesmo tão equilibrada, nesta fase derradeira da competição.
A alternância entre vitórias e derrotas tem sido a tónica destas finais e mais uma vez, a equipa que tinha saído derrotada no jogo anterior conseguiu dar  a volta por cima.


Só mais 1!!!

Vamos então ver o que se passou neste jogo 5.

San Antonio não entrou no jogo para brincar nem para ganhar a partida no "jeito".
Respondendo à inclusão de Miller no 5 inicial por parte de Miami, Popovich  escolheu o seu extremo Manu para equilibrar a balança. 
Small Ball no seu melhor!

A equipa do Texas entrou na partida a tentar destruir a defesa de Miami de dentro para fora. Tim Duncan no poste baixo despertava tantas atenções que os jogadores exteriores tinham muito espaço para executar.


Mr. Fundamentals era um dos 
factores mais importantes  para o excelente período inicial feito por parte da equipa da casa mas ninguém em campo estava a jogar tão bem como Ginobili.
O argentino que tem sido criticado por não andar a tomar boas decisões e por andar a magoar a equipa com o seu jogo descuidado, inspirou-se no jogo 4 de D. Wade e dominou a partida.

O Ex all star criava para os seus colegas, penetrava, lançava afastado do cesto e acima de tudo apresentava um tipo de discernimento que não víamos à muito nele.

Terminou o  quarto inicial com 7 pontos ,4 assistências e 0 TOs.
 de
Do lado de Miami. Bosh entrou com vontade de defender. Com 7 minutos para jogar Chris Bosh já tinha 2 abafos na sua conta pessoal e estava a fazer um bom trabalho tentando negar a bola a Timmy. (imagem)

Lebron e Wade entraram agressivos no jogo mas a equipa de South Beach estava a ter problemas em executar o seu ataque em meio campo. Wade e Lebron acabaram o 1º quarto com apenas 2 lançamentos marcados em 5 tentados e se não fossem as oportunidades aproveitadas pelos mesmos em transição rápida, a desvantagem seria ainda maior.

Miami, que não tinha entrado com o mesmo sentido de urgência demonstrado no jogo 4 e que podia fechar praticamente as finas com uma vitória, tinha convertido apenas 1-6 da linha de 3 pts e 2-13 fora da área pintada.

San Antonio praticou uma excelente defesa e acabou com 4 jogadores do 5 inicial com 7 pontos. Miami estava na altura, a lançar 33% de campo enquanto San Antonio chegava aos 66% e isso fez com que à entrada do 2º período já levasse 13 pontos de vantagem.


Como podem ver Miami apenas marcou 2 cestos fora do garrafão.
No 2º período, Miami começou mal.

No ataque a equipa parecia apática e sem saber o que fazer.
Na defesa, Miami estava completamente virada de pernas para o ar e numa tentativa de defender tanto o interior como a linha de 3 pontos, acabaram por não fazer nem um nem outro.

Foi ai que o esquadrão de snipers texanos entrou em serviço (temos um vídeo no final a mostrar como é que SAS marcou tantos triplos neste jogo)
Green e Leonard vendo que a defesa dos Heat não conseguia ajustar, castigavam-na com os seus lançamentos exteriores.

E quando parecia que Miami não conseguia mais remar contra a maré, Lebron vestiu o fato macaco, arregaçou as mangas e pôs mãos à obra.
King James estava bastante activo na defesa e astutamente, roubava bolas ao ataque dos Spurs para sair em contra ataque.
No outro lado do campo Lbj explorou a sua vantagem de tamanho sobre Green para criar alguns problemas ao triplista. A agressividade de Lbj e os erros não forçados de SAS fizeram com que Miami marcá-se 12 pontos seguidos e voltasse ao jogo.



A 1ª parte terminou com os Spurs na frente por 9 e com toda a gente a contribuir (4 dos 5 titulares já tinham mais de 10 pontos.


Tanto o teste ocular como a estatística diziam que a vantagem que a equipa da casa detinha ao intervalo era justa. Lebron e Ginobili estavam em destaque nos seus respectivos conjuntos.


Sinais + ao intervalo: 

  • Manu Ginobili, que por tantas vezes fez parte dos nossos "Sinais -" conseguiu desta vez um spot nos destaques positivos!
  • Trabalho de equipa na defesa e no ataque! San Antonio deu uma boa resposta após a derrota do ultimo jogo.
Sinais - ao intervalo:
  • O brio da equipa de South Beach parecia não estar lá.
    Com uma oportunidade para cravar os dentes no pescoço dos Spurs, o conjunto de Miami parecia satisfeito com aquilo que alcançou no jogo 4.

No 3º período, os Heat entraram melhor e aproximaram-se.

Lebron James continuava bastante activo na defesa e embora arriscasse muito nas suas investidas, já levava 4 roubos de bola.
Um facto estranho na partida: James  ganhou o seu 1º ressalto no 3º quarto, o que para um jogador com o seu tamanho e a sua polivalência gerava alguma surpresa.


Neste mesmo período Danny Green iria fazer história apoderando-se do seu recorde de Ray Allen. Green com 23 triplos tinha estabelecido um novo máximo em triplos marcados numa final e se continuar esta toada pode arriscar-se a levar para casa com o prémio de MVP no porta bagagens do carro. 


SAS reagrupou e com Ginobili à cabeça conseguiu responder com um parcial de 11-0,  afastando-se assim da equipa de Miami. 
A velocidade que Parker e Manu imprimiam ao jogo fazia com que a defesa dos Heat fosse apanhada em contra pé e isso dava origem a lançamentos fáceis.
Todos os membros do 5 inicial do conjunto quatro vezes campeão chegaram ao final do quarto na casa das dezenas.




No 4º período vimos uma corrida de Formula 1 em que San Antonio já levava uma volta de avanço mas ainda assim, à espera que lhe faltasse gasolina, Miami tentava um forcing final.

Parker contribuiu (e muito) para segurar a vantagem conseguida nos quartos anteriores, sendo agressivo e atacando o cesto para marcar.
O destaque neste ultimo período vai para Ray Allen que depois de ver mais um recorde seu a ser quebrado por outro jovem jogador (o 1º foi quebrado por Curry durante a época regular), metia a bola no cesto de todo o lado.



Diaw (que fisicamente é a antítese de Lebron) fez um EXCELENTE trabalho na defesa do MVP. O seu físico pareceu incomodar LbJ e como o lançamento exterior não estava a cair consistentemente, Diaw não só sobreviveu como saiu por cima do duelo.
É impossível parar o melhor jogador do mundo mas é possível não deixá-lo dominar e foi exactamente 
isso que aconteceu.
James que fez uma boa 1ª parte, converteu apenas 2 dos seus 11 lançamentos no 3º e 4º  períodos.










Assim San Antonio lidera a série por 3-2 e  parte para South Beach (já sei que os Heat não jogam lá mas assim soa melhor) com 2 oportunidades para fechar as finais e conquistar o titulo de campeões do mundo.
De ressalvar que dos 4 títulos que San Antonio venceu, todos eles foram conquistados com uma vitória fora no jogo decisivo.

Miller que andava a jogar muito bem vindo do banco marcou ZERO pontos no jogo 5. Estranho...


MVP(s)
Danny Green e Manu Ginobili
50 pts - 15 ast 



Green bateu um recorde logo merece estar aqui!
Não fez nada do que não estávamos já à espera mas não pode ser penalizado pela consistência que tem mostrado da linha de 3 pts.
Manu fez um jogo "à MANU"!























Alguém viu Birdman? Foi visto pela ultima vez em San Antonio, no jogo 3 e a partir dai o seu paradeiro é desconhecido.



 Se não ganhas os 2 próximos jogos vais ter um Verão muitooooooo longo amigo. Eles estão à espera que tu falhes para saírem debaixo das pedras onde se esconderam, depois de teres vencido o titulo e já trazem a cruz e os pregos preparados. 
Será que estarás à altura?


Para terminar deixamos-vos aqui um vídeo que explica como é que San Antonio  conseguiu marcar tantos triplos nesta partida.

Esta foi a nossa 1ª experiência com o formato mas prometemos que daqui para a frente vamos melhorar e acrescentar conteúdos áudio e de vídeo para que assim percebam melhor tudo o que se passa na NBA.




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