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domingo, 20 de outubro de 2013
Antevisão da temporada 2013/14 (Vídeo) : #ChicagoBulls
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sábado, 24 de agosto de 2013
Será que MERECEMOS #TheReturn ???
28 de Maio de 2012
O United
Center assistia a um Chicago Bulls – Philadelphia 76ers, primeiro jogo da
primeira ronda dos playoffs da conferência este da NBA. Playoffs de uma época
encurtada pelo lockout. Uma época marcada por muitas lesões em vários jogadores
da equipa de Chicago. Mas o que não se sabia era que o pior estava para vir.
Depois de
uma época em que chegaram às ECF (onde caíram às mãos dos Miami Heat), os Bulls
acalentavam o sonho de vingar a derrota frente a Lebron James e companhia,
finalmente chegando às finais da NBA pela primeira vez no pós-Jordan.
Mas esse
sonho terminou quando no cronómetro marcava 01’22’’ do 4º período do referido
jogo. Com a vitória no saco, e mais uma sólida exibição (23 pontos, 9 ressaltos e 9 assistências), Derrick Rose cai no chão
após o seu joelho esquerdo ter cedido.
O Pavilhão
calou-se em antecipação e os companheiros de Rose, tinham as faces mais brancas
que o equipamento alternativo em uso nesse jogo. Sim, porque todos eles sabiam
o que significava se o pior cenário fosse confirmado.
E foi… Derrick Rose tinha feito uma rotura no
ligamento cruzado anterior (ACL em inglês) do joelho esquerdo.

Uma lesão que
terminaria a sua participação naquela época (e também, embora posto em segundo
plano, impedi-lo de disputar os Jogos Olímpicos com a TEAM USA, da qual faria
parte se estivesse saudável) e que o iria afastar da competição durante muitos
meses…
A queda do
MVP da época anterior abalou de tal forma a equipa que
acabaram por ser eliminados nessa 1ª ronda dos playoffs, numa série que
terminou 2-4.
Com uma
lesão (grave, certo) caíram as esperanças de uma equipa, de uma cidade, de uma
legião de fãs a nível mundial (favor agradecer esse facto a MJ) …
Dois dias
após a eliminação dos Bulls (12/05/2012), Derrick Rose era operado pelo Dr. Brian
Cole, chefe do departamento clínico dos Chicago Bulls e especialista em
ortopedia (E mais não sei quantas coisas que fazem com que o seu CV tenha 129
páginas. Sim, eu fui procurar e se não acreditam em mim vejam por vocês mesmos(link).
Três dias
depois, o Dr. Cole dava as primeiras impressões e prazos a uma ávida imprensa e
a uns emotivos adeptos. O “fan favorite”, o “son of Chicago”, o “youngest MVP ever” iria ter um processo de reabilitação de 8 a 12 meses:
"We're at this point very optimistic. ... We think of recovery as
the long process that's in stages. But the short answer is the time frame we
believe an athlete of this caliber generally requires is about eight to 12
months. Sometimes shorter, sometimes
longer.”
"While he will be at
hopefully a very high level at 12 months, it still may take slightly longer for
him to be at his pre-injury level. That's not uncommon for athletes of this
caliber."
Só para
situar cronologicamente estas declarações, como referido anteriormente o
Derrick Rose foi operado a 12/05/2012. Doze meses depois (como foi dito pelo
médico), faltavam 2 jogos para terminar a época.
Sim, a recuperação conta
OBVIAMENTE a partir da operação, não da lesão…
E não esquecer que o médico
também disse: “…demora de 8 a 12 meses. Às vezes menos, às vezes mais.”.
Repito: “…de 8 a 12 meses. (…) às vezes mais”.
Acho que aqui é bem explícito o
carácter único que estas lesões têm… E se calhar aqui dá para tentar perceber
que podemos comparar tempos de recuperação entre atletas que tiveram lesões
semelhantes mas não podemos afirmar que “jogador x demorou y meses a recuperar
LOGO jogador z ou regressa no mesmo tempo ou é um fraco…”.
A vida real não é como a primária, o
ciclo ou o secundário...
Continuando,
o Dr. Cole fez questão de referir que não iriam forçar o jogador em nada. E que se fosse preciso, adiariam
prazos:
"We're not going to rush it,"
Cole said. "The most important thing is all of us feel comfortable based
on specific parameters that he's ready to go at each stage as we advance him. If he's not ready, we'll delay. If he's
ready, we'll move him to the next stage. People do get back in six months after
ACL reconstruction, but it's not common in a professional sport such as this
with an athlete of this caliber, mainly because the downside of not being fully
prepared is a worst-case scenario. We're
trying to zero out the risk."
Como ultimo
tópico abordado, o Dr. Cole avisou que a parte psicológica seria muito
importante:
"If you look at reasons why athletes do or do not get back to their
pre-injury level of play, there's no question that the psychological component
is part of it. He will have to learn to
be able to trust his knee."
Analisando à
posteriori, noto que esta é a parte mais importante das declarações do médico e
aquela ao qual foi prestada menos atenção. E depois reclamou-se o que se
reclamou. Depois insultou-se o que se insultou. Depois todos os Derrick Rose’s
que por aí andam e que sabem a realidade em que se encontra o jogador, fizeram
todos os juízos de valor SEM dar o devido desconto de quem NADA sabe sobre o
mesmo… Nem eu sei. Mas eu não julguei!
Mas voltando
atrás, a vida continuava para o Rose e para os Bulls.
Obviamente, dado o seu
estatuto e a sua produção em campo, a lesão e a recuperação do Derrick Rose
tornaram-se dos temas mais importantes da offseason em 2012.
Os Bulls criaram
um plantel equilibrado mas as expectativas eram baixas. Ninguém acreditava que
os Bulls fossem a algum lado sem Derrick Rose. E acho que qualquer pessoa
atenta ao fenómeno NBA estava ciente disso.
O apoio
mostrado ao jogador era imenso e pouco a pouco, Rose ia aparecendo cada vez mais.
A 20 de
Julho faz um vídeo a agradecer o apoio dos fãs…
…e a 14 de
Agosto actualiza o Twitter com o seu regresso aos pavilhões.
Os fãs
estavam contentes com a recuperação da sua estrela. A época estava quase a
começar e fontes próximas do jogador
afirmavam que a recuperação estava adiantada.
A época
começa mas a cada jogo da equipa, todo o fã de Chicago pergunta-se para quando
poderá ver a sua estrela maior. Os meses passam, Outubro, Novembro, Dezembro e
lê-se todas as semanas nos media que a recuperação corre bem. Que está
adiantada. Começa-se a falar no All-Star Break.
Em Janeiro,
mais um episódio na “saga”.
Iman Shumpert, que se tinha lesionado da mesma
forma e no mesmo dia que Rose, volta a jogar pelos Knicks (nem vou entrar em
pormenores sobre o Ricky Rubio ou o Adrian Petterson…). Este determinante para
a mudança de paradigma que iria assistir-se em parte dos adeptos da NBA.
Os “haters”
iriam fazer o seu habitual papel (que é destilar o ódio). Tudo normal aqui.
O que foi incompreensível para mim, foram os próprios fãs de Chicago a virarem-se contra a sua própria estrela. A ingratidão demonstrada a cada comentário sobre o que eles pensam que sabem sobre Derrick Rose. Again, eu também não sei. Mas eu não julguei!
O que foi incompreensível para mim, foram os próprios fãs de Chicago a virarem-se contra a sua própria estrela. A ingratidão demonstrada a cada comentário sobre o que eles pensam que sabem sobre Derrick Rose. Again, eu também não sei. Mas eu não julguei!
Outrora um
dos meninos bonitos de Chicago e da NBA em geral, com high praises para a sua
humildade e rectidão, agora era chamado de preguiçoso, de egoísta, de
psicologicamente fraco… Era acusado de virar as costas aos fãs, à
sua cidade, aos seus colegas de equipa (e aqui tenho que elogiar os colegas de
equipa de Rose. Porque NENHUM deles virou as costas ao seu colega. Nenhum deles
teve uma única palavra a dizer contra o Rose. Nenhum deles.
E se calhar eles
sabem um pouquinho melhor a situação do que os fãs, certo?
Se calhar eles
teriam mais razão de se sentir enganados e abandonados, se realmente fosse
assim, certo?
E acrescento que não caíram no ridículo de comentar publicamente
uma situação que não conhecem, não é Bradley Beal(link)???).
REALLY??? O
gajo que devolveu algum tipo de esperança a uma equipa mediana no máximo desde
os tempos de Michael Jordan? O gajo que desde a sua rookie season que leva os
Bulls aos playoffs (a equipa é boa, mas sem ele era assim tão boa?)?
Mas não fica por aqui.
08 de Março 2013
A saga Derrick Rose #TheReturn ganha novas dimensões de ingratidão (sim, INGRATIDÃO):
A saga Derrick Rose #TheReturn ganha novas dimensões de ingratidão (sim, INGRATIDÃO):
Segundo uma
notícia da ESPN Chicago, fonte dos Bulls afirmava que os médicos tinham dado
alta médica ao Derrick Rose. Alta médica.
Então isso
quer dizer que ele vai jogar, certo?
Errado.
Errado?
Então o que quer dizer esta alta médica?
Quer dizer
que, no que diz respeito ao joelho, o Derrick Rose pode jogar basket sem
restrições físicas. Não quer dizer que as palavras do Dr. Cole, que referi
serem das mais importantes e as mais negligenciadas, tenham sido resolvidas
pelo jogador (“He will have to learn to be able to trust his knee”). A alta
médica que lhe foi dada em Março não quer dizer que o Rose estivesse
mentalmente preparado para competir.
Paremos por
um segundo:
O que é
competir para o Derrick Rose (não esquecer que isto não é para nenhum de nós, é
para um dos mais atléticos jogadores da NBA, das competições (senão A
competição) mais duras do mundo)?
É fazer um jogo ao fim-de-semana com os
amigos?
É jogar um
jogo por semana, num ritmo semi-lento?
É fazer
drives de 20 segundos e depois sair para o banco descansar, como na NFL (desporto que
adoro, by the way, GO COLTS)?
É cumprir um
jogo de futebol que embora tenha 90’, o tempo útil ronda entre um terço e
metade disso (outro desporto que adoro e no qual desenvolvo a minha actividade
profissional)?
Estar apto para jogar basket não é estar
apto para jogar o basket que o Derrick Rose joga (diria o mesmo se fosse o
Russell Westbrook, o Lebron James, o Blake Griffin e muitos outros que apoiam o
seu jogo nas suas vantagens físicas comparativas).
Estar medicamente apto, não é estar apto para pôr o corpo na berlinda como o Rose fazia noite após noite frente a jogadores com o dobro do seu tamanho.
Não é estar automaticamente confiante para fazer tudo o que fazia antes. E isso é o que ele sabe fazer. Não é como que o Rose pudesse pensar para si:
Estar medicamente apto, não é estar apto para pôr o corpo na berlinda como o Rose fazia noite após noite frente a jogadores com o dobro do seu tamanho.
Não é estar automaticamente confiante para fazer tudo o que fazia antes. E isso é o que ele sabe fazer. Não é como que o Rose pudesse pensar para si:
“Ok, como tenho que ir devagarinho, vou jogar
mais como um base de distribuição e não há slashing para ninguém”.
Acham
realmente que isto funciona assim?
Não!
A recuperação do Rose é recuperar o
corpo para jogar como ele joga, como ele sabe jogar…
E quando os
médicos disseram que o Rose já podia jogar, não poderia ser entendido como
“ok, o Rose joga no próximo jogo”.
“ok, o Rose joga no próximo jogo”.
Gostava que neste momento tivesse sido
perguntado ao médico, em frente a todos os fãs o seguinte:
“Ok, Doc, ele pode
jogar. Mas pode jogar como ele joga habitualmente? Rasgando defesas, atraindo
contacto com gajos com mais 7, 8 ou 9 inches que ele para depois fazer o
‘circus shot’ ou cuspir a bola para um colega?”
Porque é isso
que significa o Derrick Rose estar apto para jogar. Não é simplesmente já não
haver risco de recaída…
Mas isto foi
entendido, percepcionado pelo exterior?
Pelo seu treinador foi. Pelos seus
colegas foi. Pelos fãs e pelos media não…
E começaram as teorias da conspiração:
1º Seguro: os Bulls não deixariam o
Rose jogar porque assim recolhiam do seguro parte do ordenado do jogador. Quem
falou disto, não faz a mínima ideia de como se processam os seguros na NBA
(sugiro a leitura da questão 72 da NBA FAQ do Larry Coon).
Para os jogadores
segurados (como é o caso do Rose) há um período de espera de 41 jogos depois do
qual o seguro paga 80% do restante salário. Ou seja, o Rose não ficou a época
toda de fora por causa do seguro. Primeiro, o jogador receberia do clube o
valor do seu ordenado (cerca de 17,6M) se jogasse os jogos todos ou nenhum da
época passada. Segundo, os Chicago Bulls, a partir do dia 23 de Janeiro de 2013
(após o 41º jogo da equipa na época), estavam já elegíveis para receber a parte
que lhe cabe do seguro (cerca de 7M). Não receberiam nem mais nem menos a
partir daí. Quer o Rose jogasse no jogo seguinte ou se falhasse o resto da
época.
Para os jogadores
segurados (como é o caso do Rose) há um período de espera de 41 jogos depois do
qual o seguro paga 80% do restante salário. Ou seja, o Rose não ficou a época
toda de fora por causa do seguro. Primeiro, o jogador receberia do clube o
valor do seu ordenado (cerca de 17,6M) se jogasse os jogos todos ou nenhum da
época passada. Segundo, os Chicago Bulls, a partir do dia 23 de Janeiro de 2013
(após o 41º jogo da equipa na época), estavam já elegíveis para receber a parte
que lhe cabe do seguro (cerca de 7M). Não receberiam nem mais nem menos a
partir daí. Quer o Rose jogasse no jogo seguinte ou se falhasse o resto da
época.
2º Venda de bilhetes: Os Bulls sabiam
que o Rose não iria jogar a época inteira mas manteve a dúvida para que o
pavilhão estivesse sempre cheio de adeptos esperançosos do dia do regresso do
Rose. A sério?
Os Bulls são a equipa que vende mais bilhetes na NBA há quatro épocas consecutivas (imaginem se ganhassem títulos).
Esta é a equipa que há 9 épocas seguidas que fica em 1º ou em 2ª na lista das equipas com melhor média de assistências da NBA.
Esta é a equipa que foi a pior da NBA em 2000/2011 e mesmo
assim, em termos de assistências, ficou apenas atrás dos San Antonio Spurs (Não
esquecer que já não havia Jordan).
Os Bulls são a equipa que vende mais bilhetes na NBA há quatro épocas consecutivas (imaginem se ganhassem títulos).
Esta é a equipa que há 9 épocas seguidas que fica em 1º ou em 2ª na lista das equipas com melhor média de assistências da NBA.
Esta é a equipa que foi a pior da NBA em 2000/2011 e mesmo
assim, em termos de assistências, ficou apenas atrás dos San Antonio Spurs (Não
esquecer que já não havia Jordan).
É esta a
equipa que precisa de manter no ar algo que não se iria concretizar
(transformando-se posteriormente num desastre de Relações Públicas) para vender
bilhetes?
Por favor…
Por favor…
17 de Abril de 2013.
Os Bulls
terminam a época regular no 5º lugar da conferência de Este e vão disputar a
1st round com o Brooklyn Nets.
Muitos fizeram o funeral à equipa pela falta de
qualidade para opor-se a Deron Williams, Brook Lopez e companhia limitada. E o
choradinho acontecia também dentro do seio dos fãs de Chicago. Lia-se nas
redes sociais:
“Se ao menos o Rose regressasse como é sua obrigação”...
Continuava
a ideia generalizada de que o Rose não regressava, simplesmente porque não lhe
apetecia. Pronto. E é isso. Um rapaz que não fez mais nada na vida do que jogar
basket. Um rapaz que é bom no faz e é endeusado por isso, simplesmente não quer
regressar… Alguém no seu perfeito juízo,
conhecedor do fenómeno NBA nas últimas 4 épocas as quais o jogador fez parte, acredita
que o Rose NÃO QUIS jogar durante a época que terminou?
Alguém que viu
todos os jogos dos Bulls nos playoffs, que viu o Rose no banco, que viu o seu
entusiasmo, o seu envolvimento, a sua paixão, acredita mesmo que ele não queria
estar dentro de campo?
Os Bulls, desfalcados
e de forma heróica, afastaram os Nets e as críticas subiram ainda mais de tom
(sim, parecia que não era possível mas mesmo assim…).
1º a ambição
desmedida
“Batemos os Nets, agora se o Rose voltar limpamos os Heat”.
A sério?
Seria assim tão fácil? Então porque raio ninguém o fez nos últimos dois anos?
2º
“Se o
Rose voltar limpamos os Heat”.
Se o Rose voltar como? Como o MVP de 2010/2011?
Ou como um jogador que teve 373 dias sem estar num jogo competitivo e quase de
certeza com restrições de minutos?
Nunca
cheguei a perceber bem qual deles é que os fãs queriam. O cenário irreal
naquele momento ou o cenário real que não iria fazer realmente a diferença (até
porque não era só o Rose que estava lesionado).
Jogar por jogar?
Mesmo ele não
se sentindo confortável com o seu corpo? Só porque sim? Era isso que os fãs
julgavam que era a obrigação do Rose?
A obrigação
do Rose para com os fãs do Basket e particularmente com os fãs dos Chicago
Bulls não era jogar 20, 30, 40 jogos em 2012/2013. Era cumprir a recuperação
necessária para voltar a ser o jogador que encantou pelos pavilhões da NBA
durante quatro épocas. Era permitir-se a recuperar o necessário para poder
assegurar a longevidade da sua carreira. Era manter-se fiel a si próprio e não
pensar pela cabeça de quem não sabe o que ele está a passar. Novamente, eu não
sei. Mas também não julguei!
Admito que
existiram condicionantes extra que “forçaram” a impaciência dos fãs mais
“sensíveis”. A Saga #TheReturn (que acredito que, quando foi discutida e
combinada entre a Adidas e o Derrick Rose, ambas as partes acreditavam piamente
que o jogador iria regressar eventualmente durante a época anterior) criou nos adeptos a
certeza que 12/13 seria a época do regresso.
Atualizações inocentes do estado do jogador, feitas por pessoas próximos do Rose (mais o seu
irmão e agente, Reggie), por colegas de equipa e mesmo pelo Coach Thibs levaram
as expectativas para o lado errado da esperança.
O próprio
Rose manteve que tinha esperança em jogar. E isto fez com que dúvida ficasse
sempre no ar (mas mais uma vez aqui vemos o quanto o rapaz queria jogar. Sempre
disse que quando se sentisse preparado, iria jogar. Em todo e qualquer momento
em que lhe foi perguntado).
E o próprio
Front Office dos Bulls poderia ter feito a gestão das expectativas públicas de
forma diferente, embora o pecado deles tenha sido deixar toda a questão nas
mãos do Rose (que se analisarmos friamente, era como devia ter sido e assim foi…).
Em suma,
isto poderia ter sido gerido de forma a que os fãs não se virassem contra o
Derrick Rose.
Mas uma pergunta:
Mas uma pergunta:
Alguém no seu perfeito juízo (conhecedor do
fenómeno) diria no início de 2012/2013, que era possível os fãs de Chicago
virarem-se contra o Derrick Rose? O menino de oiro de Chicago? Esse cenário era
uma eventualidade (e aí ser preciso uma estratégia para contrariar)? Acho que
ninguém pensou que seria possível. Para imaginar tal cenário como aquele que se
passou no ano passado, era preciso o Jerry Reinsdorf, o John Paxson ou o Gar
Forman serem o oráculo do Matrix. Ou o Zandinga(link)…
Sim, não
estou em posse de todas as informações, mas quem é que está senão o Rose?
Sim, sou
adepto dos Chicago Bulls (assisto regularmente a jogos da equipa desde 1989) e
a minha opinião obviamente não é imparcial.
Mas quem reclama do Rose é
imparcial? Depois de tudo o que foi dito?
Sim, sou fã do
Derrick Rose, enquanto jogador de basket e confesso que não o conheço
pessoalmente mas o miúdo inspira confiança. Inocente por causa disso? Claro que
não. Mas também não é culpado, certo?
A frustração
de não ter Derrick Rose em campo apoderou-se de todos os adeptos dos Bulls (e
incluo-me no lote), no entanto a memória curta é a maior ingratidão que os fãs
podem ter pelos jogadores das suas equipas. E aposto que, regressando a um
nível bom, tudo o que foi dito no passado recente será esquecido pelas pessoas
que o proferiram e voltarão a gritar pelo seu nome. Sobretudo se ele regressar em
grande e nos próximos anos conseguir levar a equipa a um título.
No entanto eu
acredito que, embora os fãs possam esquecer, o Derrick Rose não o irá fazer…
E
pode ser que daqui a algum tempo toda esta animosidade que lhe foi debitada
possa resultar numa desilusão ainda maior (dá-me calafrios só de pensar
nisso…).
Mas aí estarei de consciência tranquila. Porque eu não julguei!
Ainda assim na minha opinião, a incompreensão mostrada durante toda a época já é algo pertencente ao passado.
Quer sejas fã de Chicago ou não, quem gosta de basket tem de sentir a falta que Derrick Martell Rose faz à NBA.
29 de Outubro de 2013
Chicago Bulls @ Miami Heat
Ele vai estar pronto! E tu?!
#TheArrival
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sábado, 15 de junho de 2013
TREINADORES: Uns têm a FAMA e outros têm o PROVEITO.
Falar de treinadores pode ser um tópico aborrecido.
A maior parte do seu trabalho é feito longe das câmaras, quer seja dentro do balneário quer seja nos treinos, longe de olhares curiosos.
Sei que alguns de vocês que estão ler este artigo, são técnicos e vão se rever no que será aqui falado.
Ser treinador e ser professor tem muitas parecenças.
Ambos ensinam e são responsáveis pela aprendizagem dos elementos que têm "em baixo da sua asa".
Ambos ensinam e são responsáveis pela aprendizagem dos elementos que têm "em baixo da sua asa".
Ambos fazem muitas "horas extra", preparando aulas e treinos, testes e jogos, entre muitos outros.
E mais lá para a frente na nossa vida de adultos, muitos vão ser lembrados como mentores e exemplos a seguir.
E mais lá para a frente na nossa vida de adultos, muitos vão ser lembrados como mentores e exemplos a seguir.
Mas nem sempre essas mesmas relações são algo assim tão bonito e poético!
Muitas vezes o treinador não houve os jogadores que estão sob a sua alçada.
Muitas vezes os jogadores acham que são donos da razão e que o caminho que o treinador escolheu não é o acertado.
Lembram-se daquela vez em que discutiram com o vosso pai ou a vossa/o namorada/o à frente de toda gente e alguém disse " eu não admitia isto se fosse comigo!" ?
A relação entre o treinador e os seus jogadores pode-se tornar tão forte ou intensa como uma relação entre grandes amigos ou até familiares e quem está de fora não percebe a impacto que essas mesmas relações têm na nossa vida.
Funciona exatamente como a educação que temos dos nossos pais.
Há pais que educam os seus filhos com carinho e amor e os mesmos acabam por se tornar delinquentes.
Há pais que primam pela rigidez e pela disciplina e no final do dia os seus filhos têm o mesmo destino.
Na altura das cabeças rolarem é mais fácil arrancar 1 cabeça do que arrancar 12 e como os árbitros são um alvo móvel e mais difícil de "abater", os treinadores costumam sempre ficar com a fava.Outra semelhança entre professores e treinadores é que normalmente as pessoas que os criticam não têm qualquer competência técnica ou profissional para o fazer. Os fãs da NBA, que geralmente já avaliam os seus jogadores favoritos com o coração e não com a cabeça, são "implacáveis" no que toca ao julgamento de um técnico.
Como é complicado avaliar o trabalho de um treinador sem olhar para a coluna das vitórias e das derrotas nós temos tendência em ir atrás da opinião pública e dos clichés que pelos mesmos são criados.
Um técnico que ganhe a fama de ser um bom ou um péssimo treinador, raramente conseguirá fugir a esse estereótipo e será assombrado até ao fim dos seus dias por essa mesma percepção.
Vamos lá olhar para as "injustiças" espalhadas pela liga:
Erik Spoelstra e Phil JacksonDevem-se estar a perguntar o quê que uma lenda viva como Phil Jackson está a fazer colocada na mesma frase que um treinador que nem 5 épocas de carreira completas tem.
O senhor dos anéis já tem de meter os seus rings de campeão nos dedos dos pés.
O Zen Master é um mestre no que toca à gestão de egos e o seu famoso sistema ofensivo chamado "Triângulo" (que poucos fãs sabem como funciona mas que toda a gente o quer aplicar à sua equipa favorita) conseguiu acabar com o domínio dos BAD BOYS de Detroit e as "Jordan Rules", fazendo com que MJ saísse finalmente da sombra das grandes lendas dos finais dos anos 80.
Embora a sua árvore de treinadores tenha sido completamente abafada pela Sequoia gigante de Poppovich, Phil é considerado como o melhor treinador desta geração e (in)discutivelmente o melhor de sempre.
Do outro lado temos Coach Spo que está sob alçada de outra lenda viva, Pat Riley.
Spoelstra foi apanhado no meio do plano dos super amigos para se juntarem em South Beach no Verão de 2010.
Viveu durante 2 épocas em conflito com grande parte dos fãs de Miami e depois de um inicio de época atribulado teve um final de época ainda pior, perdendo para os Dallas Mavericks na final.
Após a obtenção do título no ano passado as criticas de que era alvo foram varridas para debaixo do tapete e embora não tenha passado de besta a bestial (como aconteceu com Lebron James), ganhou um balão de oxigênio e alguma tranquilidade. Ainda está longe de ser reconhecido como um treinador acima da média de qualquer maneira.Mesmo depois de uma época em que ia batendo o recorde de vitórias consecutivas e em que teve o melhor record da NBA. não esteve sequer perto de reunir os votos suficientes para ser eleito treinador do ano.
Esta foi a pergunta que um fã da NBA, chamado Adérito Cardoso deixou na nossa pagina de Facebook:
A resposta não é muito difícil de encontrar...."Porquê que Phil Jackson é considerado um "Deus" e um dos melhores treinadores de todos os tempos e a Erik Spoelstra não lhe é reconhecido qualquer tipo de mérito porque tem na sua equipa um jogador chamado Lebron James?!
Phil contou nas suas fileiras com o melhor jogador de sempre (Jordan), o melhor defesa exterior de sempre (Pippen), o melhor ressaltador da Era moderna da NBA (Rodman), o jogador mais dominante de sempre
O carisma de Phil e as divisas que foi ganhando ao longo do tempo fizeram com que o mesmo se torne intocável. Em 2004 quando LA perdeu contra os Pistons, nas finais e depois de incendiar a rixa entre Kobe e Diesel, Phil não teve qualquer tipo de responsabilização pelos fãs.O mesmo aconteceu em 2011 quando LA foi varrida pelos Mavs (futuros campeões)!
Phil saiu pela porta dos fundos sem criticas enquanto os jogadores especialmente Pau, faziam de escudo humano.
Já Erik Sploestra foi o bode expiatório da derrota em 2011 (junto com Lebron que desapareceu nas finais), mas em 2012 não lhe foi reconhecido o mérito quando venceram o Larry Obrien Trophy!
"Mas ele não ganharia nada se não tivesse uma equipa cheia de estrelas ao seu dispor"
Concordo a 100%! Mas já que estamos numa de ser justos, mostrem-me quantos anéis ganhou Phil sem ter equipas carregadas!
Eu espero.....
Não tenho qualquer tipo de duvida que Popovich é o melhor treinador da NBA (com alguma vantagem para o segundo) mas porquê que isto é visto como algo "engraçado" e situações semelhantes com treinadores e jogadores mal amados já se torna numa tremenda falta de educação?
Imaginem Vinny del Negro a fazer estas entrevistas e digam-me lá se não mudavam rapidamente de opinião ?
Mais uma prova de que não interessa o QUE se faz mas sim QUEM o faz!
Agora que já falámos de dois casos em que os fãs olham para situações aparente iguais com julgamentos completamente diferentes vamos falar do caso mais gritante no que toca à reputação e ao poder de formatação que a mesma tem na cabeça dos adeptos.
Doc Rivers e Mike D'Antoni.
Antes de avançarmos pedia-vos que ignorassem a ideia que já traziam destes 2 treinadores antes de terem clicado na pagina.
Vamos tentar ser JUSTOS e não vamos mudar de CRITÉRIO só porque convém à nossa argumentação.
sobrestimado OVERRATED / UNDERRATEDsubestimado
Ouvimos e lemos estas palavras dia sim, dia não.
Overrated não significa que não presta. Underrated não significa que é bom.
Ser underrated ou overrated resulta na relação entre a percepção pública de um elemento e a sua real produção.
Exemplo: "André Iguodala está ao nivel de Kobe"
Neste caso Iggy torna-se overrated porque embora seja um grande jogador, não está no patamar da Black Mamba. Não quer dizer que seja um mau jogador! Quer dizer que a fama que tem é maior do que aquilo que realmente produz.
Agora que já eliminamos qualquer tipo de problemas no que toca à interpretação daquilo que vou escrever a seguir.....
RIVERS é sem duvida o treinador MAIS OVERRATED DA NBA!
RIVERS é sem duvida o treinador MAIS OVERRATED DA NBA!
Porquê?
Doc é visto pela generalidade dos fãs da NBA como um dos 2 ou 3 melhores treinadores da liga.
Quando fazemos rankings de treinadores, Rivers costuma andar sempre de mão dada com Popovich, no top da lista e isso faz-me tentar perceber PORQUÊ?!
Doc é visto pela generalidade dos fãs da NBA como um dos 2 ou 3 melhores treinadores da liga.
Quando fazemos rankings de treinadores, Rivers costuma andar sempre de mão dada com Popovich, no top da lista e isso faz-me tentar perceber PORQUÊ?!
Antes do Big 3, Doc nunca era mencionado neste tipo de conversas.
O Ex jogador começou a carreira em 1999 como técnico em Orlando e foi logo na sua primeira época, o treinador do ano (COY).
Não porque arrasou a liga e ganhou o titulo mas sim porque levou a equipa que estava prevista ser a pior equipa da NBA, a acabar a época com um record de 41 vitórias e 41 derrotas.
Doc não conseguiu alcançar os Playoffs mas foi recompensado por ter excedido as expectativas.
Nos 3 anos seguintes Rivers levou a sua equipa aos Playoffs tendo sido sempre eliminado na 1ª ronda do fraco Este.
Após 3 épocas de pouco sucesso, Rivers foi despedido depois de um começo péssimo por parte dos Magic (1-10) e juntou-se à equipa da ESPN como comentador "colorido".
A sua carreira como comentador teve pouca e assim Doc voltou na época seguinte ao cargo de treinador, desta vez em Boston.
Nessa mesma época o técnico levou a equipa aos Playoffs mas foi eliminado logo na 1ª ronda.
Seguiram-se duas épocas que fazem qualquer fã dos grandes Celtics (custou dizer isto) abanar a cabeça.
Rivers, (sem grande equipa diga-se de passagem) falhou os playoffs por 2 vezes.
Até o mais fanático adepto de Boston, Bill Simmons começou uma campanha para despedir Doc mas antes da direção ter sequer a oportunidade para despedi-lo, foram-lhe oferecidas 3 prendas.
Boston conseguiu de maneira espantosa obter Kevin Garnett e Ray Allen!
Pierce que estava farto de ser associado a uma equipa "perdedora", ganhou assim um motivo para renovar e começou então a Era do BIG 3.
Pierce que estava farto de ser associado a uma equipa "perdedora", ganhou assim um motivo para renovar e começou então a Era do BIG 3.
Mas se eu disse 3 prendas e Paul Pierce já lá estava, quem foi a 3ª?!
E aqui começa a razão pela qual Doc Rivers é de longe o treinador mais overrated da NBA!
A equipa de Boston ganhou subitamente uma identidade defensiva, não vista desde os Pistons de 2004.
Com Tony Allen, KG, Perkins (o bom e não este impostor que anda a roubar dinheiro à equipa de OKC) e um excelente esquema defensivo, estava montada uma das MELHOR DEFESAS TODOS OS TEMPOS.
O jovem base que hoje é uma estrela, Rajon Rondo, fazia também parte desse conjunto e Doc conseguiu finalmente ultrapassar a 2ª ronda dos playoffs e ganhar o título. Teríamos uma dinastia em mãos?!
Uma excelente época, a continuidade de um grupo de jogadores com muita fome e vontade de fazer o "trabalho sujo" e o facto da concorrência não ser muita faziam-nos ter essa ideia.
Uma excelente época, a continuidade de um grupo de jogadores com muita fome e vontade de fazer o "trabalho sujo" e o facto da concorrência não ser muita faziam-nos ter essa ideia.
Havia Lebron James que não tinha talento suficiente à sua volta para acabar com a hegemonia do BIG 3 e os Lakers que estavam do outro lado do país e tinham acabado de ser esmagados nas finais pelos pupilos de Doc (4-2).
A equipa fez parte da elite da NBA nos 2 anos seguintes perdendo para Dwight e os Orlando Magic na época de 2009 e em 2010 perderam nas finais com um feio mas intenso jogo 7, onde Kobe Bryant e os Los Angeles Lakers saíram por cima.
A partir dessa época foi sempre a descer. Coach Thibs abandonou a equipa e partiu para Chicago (onde foi treinador do ano logo na 1ª época) e a identidade da equipa foi literalmente por água abaixo.
Com o envelhecimento das suas estrelas, algumas lesões em momentos chave e o aparecimento da Era das "Super Equipas", Boston tem o futuro em risco e ainda não é possível deslumbrarmos a luz ao fundo do túnel.
Será que vamos ter outra "Era do Gelo" em Boston como aconteceu na década de 90 e na 1ª década do Sec. XXI?
Doc é um treinador respeitado por todos os jogadores da NBA.
Possui um carisma como poucos e os fãs consideram-no um dos melhores técnicos no activo.
Possui um carisma como poucos e os fãs consideram-no um dos melhores técnicos no activo.
Mas PORQUÊ?
- Ataque
As equipas de Doc nunca foram boas ofensivamente. Temos a época de 2008 onde o talento existente nas suas fileiras era muito superior ao talento no resto da liga mas não podemos dizer que Rivers é um treinador acima da média nesse capitulo. Rondo parece fazer aquilo que bem lhe apetece e se o apanharem numa noite em que joga apenas para as assistências, o ataque de Boston é um autentico caos.
Destaco a capacidade que Rivers tem em desenhar jogadas nos ultimos segundos de jogo.
- Defesa
Rivers pode agradecer a Coach Thibs pelo excelente trabalho que fez de 2007 a 2010. Ele era a mente genial por detrás de todos aqueles esquemas defensivos e embora a equipa que ganhou o titulo não tivesse muitos atletas de elite, ela cumpria e fechava os caminhos para o cesto como ninguém.
Não é de estranhar que a defesa dos Celtics, mesmo com uma infusão de juventude na época passada tenha ficado pior. Os jogadores que não tiveram contacto com Tom Thibodeu entraram já à deriva e fizeram um péssimo trabalho nesse departamento do jogo.Enquanto Thibs consegue fazer com que jogadores que nunca foram conhecidos pela sua defesa (Korver, Robinson, Boozer, Bellineli ect) não arruínem os seus esquemas defensivos, Doc não mostrou ter qualquer tipo de filosofia defensiva nestas 2 ultimas épocas. - LiderRiveres é conhecido por ser um treinador que impõe respeito aos seus jogadores liderando por exemplo. Como foi jogador antes de se tornar técnico, os seus seguidores têm uma maior afinidade para com ele.
Mas pelos vistos Rondo discorda.O base que está prestes a entrar no pico da sua carreira individual, já chocou várias vezes de frente com o treinador.
Desde o problema com Ray Allen e o seu papel na manobra ofensiva da equipa, até às discussões entre ele e Doc. passando pelo episódio em que depois de uma sessão de filmes e chateado com as criticas do técnico ao seu jogo, Rondo atirou uma garrafa de água directamente ao ecrã da sala e abandonou a mesma.Foi "fácil" liderar quando as vitórias se amontoavam e haviam veteranos com um ego pequeno para gerir.Mas quando aparecem estrelas emergentes, as derrotas amontoam-se e ajustes têm de ser feitos, as coisas complicam.
Não quero dizer com isto que Doc é um mau treinador mas dizer que o mesmo é um dos melhores treinadores da liga é um exagero de todo o tamanho.
Nem o vou julgar pelos últimos anos, onde tem tido um trabalho duro para manter os Celtics competitivos mas uma equipa que podia ser uma dinastia transformou-se num "ONE and DONE".
Nem o vou julgar pelos últimos anos, onde tem tido um trabalho duro para manter os Celtics competitivos mas uma equipa que podia ser uma dinastia transformou-se num "ONE and DONE".
Não conheço nenhum fã de Boston que ache que o BIG 3 atingiu todo o seu potencial nestes últimos 5 anos e se acham que Rivers "espremeu" todo o sumo existente nesta equipa eu não vou puder concordar com vocês.
Tecnicamente Rivers não é um treinador acima da media em NENHUM dos componentes mais importantes do jogo!
Logo qual é o motivo ou critério usado para que ele seja considerado muitas vezes, junto a Pop, um dos melhores treinadores da NBA?
Um anel e outra final? Só pergunto isto porque existem treinadores que são chamados de "medianos/medíocres" e já estão a participar na sua terceira final consecutiva!
Tecnicamente Rivers não é um treinador acima da media em NENHUM dos componentes mais importantes do jogo!
Logo qual é o motivo ou critério usado para que ele seja considerado muitas vezes, junto a Pop, um dos melhores treinadores da NBA?
Um anel e outra final? Só pergunto isto porque existem treinadores que são chamados de "medianos/medíocres" e já estão a participar na sua terceira final consecutiva!
Como acabei de chamar a Doc Rivers, uma das mais amadas personalidades da NBA, Overrated deixa cá ver se consigo arruinar (ainda mais) a minha reputação na internet.
2 errados não farão nunca 1 certo e na guerra de opiniões, mais vale estar sozinho e correto do que acompanhado mas errado.
Agora vou falar no treinador mais odiado da NBA neste momento.
O treinador que (in)felizmente treina a equipa por quem torço desde criança e que tem uma reputação manchada pelo EXCELENTE trabalho que fez em Phoenix junto ao 2x MVP. Steve Nash.
Havia uma serie chamada "Everybody Hates Chris" .
Mike D'Antoni será a versão basquetebolista de Chris.
Se duvidam cliquem aqui.
Desde o fã de Detroit que não tem nada a ver com MDA, passando pelo fã dos Knicks que o teve durante algumas épocas, terminando na nossa família purpura e dourada.
"Pringles" é visto como um treinador que só sabe atacar, que até hoje fez um trabalho péssimo por todas as equipas que passou e que deixou escapar um par de títulos enquanto treinava os Suns.
Mas serão essas criticas justas ou ele é apenas o "cool guy to hate" como é Stern ou era Lebron antes do anel, ou ainda Kobe depois de Shaq o ter deixado a "apodrecer" e ter partido para South Beach?
MDA foi um base que ganhou bastantes títulos como jogador em Itália e isso abriu-lhe as porta para uma carreira de treinador.
Mike entrou na NBA pela portas dos fundos e teve vários trabalhos menores na liga até que em 1998 conseguiu o cargo de treinador principal dos Denver Nuggets.
Mike entrou na NBA pela portas dos fundos e teve vários trabalhos menores na liga até que em 1998 conseguiu o cargo de treinador principal dos Denver Nuggets.
D'Antoni acabou por ser despedido depois de acabar a época com um recorde de 16-34 (época mais curta por causa do Lockout)
Em 2003, MDA teve a oportunidade de se tornar treinador da equipa principal dos Suns. Com 61 jogos para disputar e embora tenha acabado a época vencendo apenas 1/3 dessses jogos, a direção de Phoenix deu-lhe um voto de confiança e mais uma oportunidade para mostrar o seu valor.
E foi ai que apareceu STEVE NASH!
Nash, que tinha sido adquirido no Verão e que vinha de Dallas com uma excelente reputação foi tudo o que MDA queria e muito mais.
O base canadiano e o sistema ofensivo que Mike D'Antoni desenvolveu ao longo dos anos criavam uma mistura explosiva de basquetebol .
Nos 3 anos seguintes os Suns foram sempre um dos 3 melhores recordes da NBA durante a época regular.
Nash venceu 2 MVPs, MDA venceu o prémio de melhor treinador da liga e os Phoenix chegaram por 2 vezes à final de conferencia de Oeste.
Nash venceu 2 MVPs, MDA venceu o prémio de melhor treinador da liga e os Phoenix chegaram por 2 vezes à final de conferencia de Oeste.
Em 2007 Nash e Amare estavam bem encaminhados para vencer o seu 1º titulo da NBA até que isto aconteceu. (link)
Robert Horry, um dos jogadores mais decisivos em toda a história da NBA tinha acabado de dar o titulo aos Spurs indirectamente. Depois desta situação, Amare e Diaw saem do banco dos Suns e são suspensos 1 jogo, deixado assim os Suns vulneráveis.
San Antonio acabou assim por ir até às finais e varrer os seus Cavaliers de Lebron James, sagrando-se mais uma vez campeões mundiais.
A próxima época iria marcar o ultimo ano da ligação entre MDA e os Suns.
Apesar das 55 vitórias, os Suns foram eliminados na 1ª ronda, mais uma vez pelos seus rivais do Texas (Spurs).
Depois de se despedir de Steve Nash e Amare, Mike teve um convite para ser o coordenador ofensivo da equipa dos EUA, onde permaneceu durante 4 anos e ajudou à obtenção de 2 medalhas de ouro.
Depois de aceitar um contrato milionário para treinar os NY Knicks.
Nas suas 2 primeiras épocas ficou preso num Franchise sem rumo, arruinado pelos contractos dados pelos donos da equipa e pelo trabalho desastroso que Isiah Thomas desenvolveu à frente da equipa.
Nas suas 2 primeiras épocas ficou preso num Franchise sem rumo, arruinado pelos contractos dados pelos donos da equipa e pelo trabalho desastroso que Isiah Thomas desenvolveu à frente da equipa.
Teve 2 épocas para esquecer mas como a equipa de NY estava com encargos salariais gigantescos e não se podiam efetuar mais mudanças MDA manteve-se firme.
Depois de 2 épocas em que NY ganhou um combinado de 61 vitórias, o franchise histórico conseguiu adquirir Amare e com ele veio a mudança.
Com Stat a jogar a um nível de MVP, Danilo Gallinari, Wilson Chandler, Raymond Felton e mais alguns jogadores interessantes, MDA conseguiu tornar os Knicks relevantes.
Mais tarde nessa época, mais de metade do 5 inicial de NY foi trocado pelo All Star Carmelo Anthony e o MVP das finais em 2004, Billups.
NY atingiu os playoffs e embora tivessem sido eliminados na 1ª ronda pelos Boston Celtics (de Doc Rivers), podiam dizer que o seu futuro era risonho.
No ano seguinte tudo piorou para Mike D'Antoni. Depois de terem atraído o então campeão Tyson Chandler, a equipa foi atingida por uma onda de lesões. MDA que já não sabia quem pôr a jogar, teve de deixar um desconhecido assumir a posição de base! Embora a curto prazo tenha sido um bênção, mais tarde essa decisão acabou por ser uma maldição.
Assim nascia a Yellow Mamba:
A "Linsanity" foi o período mais louco que alguma vez vi na minha vida,!
No que toca à gravidade e ao interesse gerado à volta da NBA, Lin era Rei.
Até Landim Senior que me mandava sempre ir dormir às 23 horas para não gastar muita luz, ficava pela madrugada a dentro acordado a ver o prodígio asiático (que afinal era da Califórnia) jogar.
No que toca à gravidade e ao interesse gerado à volta da NBA, Lin era Rei.
Até Landim Senior que me mandava sempre ir dormir às 23 horas para não gastar muita luz, ficava pela madrugada a dentro acordado a ver o prodígio asiático (que afinal era da Califórnia) jogar.
O protagonismo que Lin estava a ter não foi bem aceite por Carmelo e MDA que era visto como um guru ofensivo, pela primeira vez teve problemas nesse departamento.
D'Antoni sucumbiu às pressões e demitiu-se poucos jogos depois.
E aqui está ele!!!
A liderar a equipa pela qual já perdi milhares de horas de sono tentando acompanhá-la.
Os fãs de LA (eu também), foram completamente apanhados de surpresa pela contratação de Mike D'Antoni.
Eu lembro-me de ir dormir num dia, a pensar que o Sr. dos Anéis iria voltar e acordei no outro dia com isto:
Depois de uma PÉSSIMA época da super equipa e de olhar para o percurso de MDA será justo chamá-lo de "mau treinador" ?
Vamos lá ver...
- Um dos erros crassos de MDA foi catalogar o seu ataque de Run and Gun (correr e disparar) ou 7 Seconds or Less (sete segundos ou menos).
Enquanto o ataque de Phil chama-se "TRIÂNGULO" e o ataque que Mike Brown tentou implementar se chamava "Princeton Offense" ,MDA tornou o nome do seu sistema ofensivo num alvo fácil de atacar pelos fãs casuais da modalidade.
Posso garantir que 90% dos adeptos da NBA não fazem a mínima ideia de como o ataque de triângulo funciona!
E como não é algo óbvio, nem o Youtube os iria ajudar a perceber à primeira.
"A nossa equipa é velha e o Mike D'Antoni quer metê-los a correr?"
Outra das coisas que faz com que MDA seja um dos treinadores mais incompreendidos da liga é o facto dele ser um especialista ofensivo.
O cliché muitas vezes usado que diz que:
"O ataque ganha jogos mas a defesa ganha campeonatos" é 50% falso.
Onde está Memphis agora? Viram como é que Indiana foi de férias mais cedo?
De que serve limitar uma equipa a 2 pontos por jogo se nós só conseguimos marcar 1?
A equipa de NYK em que ele foi treinador tinha problemas OFENSIVOS e foi a certa altura a 5ª MELHOR DEFESA DA NBA!!
E ainda assim lá voava o Cliché "Mike _'Antoni sem D porque ele não ensina defesa".
MDA não é um treinador de Minis e mesmo que ele tivesse o melhor esquema defensivo do mundo
este é um dos motivos pelos quais as suas equipas são conhecidas pelo ataque e não
pela defesa.
Mão de Obra!!
Nash, Melo, Stat nunca foram conhecidos pela sua defesa
mas sim pelo seu ataque.
este é um dos motivos pelos quais as suas equipas são conhecidas pelo ataque e não
pela defesa.
Mão de Obra!!
Nash, Melo, Stat nunca foram conhecidos pela sua defesa
mas sim pelo seu ataque.
Alguém me dizia há uns tempos que as equipas de MDA foram umas das piores equipas defensivas de sempre porque sofriam muitos pontos..
Mais outra falácia que não corresponde à realidade.
Em 2005/06 os Suns eram o ataque nrº 1 da liga, a equipa que mais rápido jogava e a 19ª melhor defesa da NBA.
As equipas de Phoenix que D'Antoni treinou eram medianas a defender mas a diferença entre a qualidade do seu ataque (que era um dos melhores de todos os tempos) e a sua defesa o davam a parecer.
Falar de pontos sofridos por jogo para quantificar uma defesa é fazer uma analise preguiçosa.
Se uma equipa joga a um ritmo rápido e tem 110 posses de bola por jogo, mesmo que seja uma boa defesa, vai ter dificuldades em sofrer menos pontos do que uma equipa que joga a um ritmo lento e só tem 90.
Se me focar apenas na sua estadia em LA nem sei por onde começar...Ou melhor até sei...
E como não posso ser catalogado de "HATER" (tá na moda) porque é da minha equipa que se trata, não vou ter papas na língua.
Nós fãs de LA, conseguimos reunir entre nós alguns dos piores e mais tristes adeptos desta modalidade.
Não porque há um vírus de imbecilidade espalhado em LA ou porque as outras equipas não têm o mesmo tipo de membros entre os seus associados. O problema é que o próprio ser humano tem alguma dificuldade em manter um nível de lógica e senso comum quando fala de desporto. Como nós temos a vantagem dos números também a temos em parvoíce.
Não porque há um vírus de imbecilidade espalhado em LA ou porque as outras equipas não têm o mesmo tipo de membros entre os seus associados. O problema é que o próprio ser humano tem alguma dificuldade em manter um nível de lógica e senso comum quando fala de desporto. Como nós temos a vantagem dos números também a temos em parvoíce.
Este ano foi surreal no que toca aos fãs mal informados, tentando dar a sua facadinha nos feridos Lakers e em D'Antoni.
Antes de falar do que aconteceu dentro de campo deixem-me esclarecer as duvidas em relação ao ódio que paira no ar quando se fala de "Pringles"
Os fãs dos Lakers estão chateados com Mike D'Antoni, não porque ele fez um mau trabalho mas sim porque ele não é PHIL JACKSON!
Nós parecemos aquele rapaz que está a tentar arranjar uma desculpa para acabar com a namorada e vai pegar em historias passadas há 6 anos atrás para lhe pôr as malas a porta.
Não porque ela fez porcaria mas sim porque a nossa Ex era melhor e fazia coisas que esta não faz.
Não porque ela fez porcaria mas sim porque a nossa Ex era melhor e fazia coisas que esta não faz.
Os Lakers ao contrário das minhas previsões animalescas feitas quando esta equipa se formou, estavam destinados ao fracasso. Desde a onda de lesões que fez com que o Staples Center abrisse uma enfermaria nova só para jogadores (Esta foi a época mais dolorosa que alguma vez vivi como fã.
Apesar de todas as criticas e um começo atribulado, Mike D'Antoni conseguiu terminar a época com 28 vitórias nos seus últimos 40 jogos.
Depois nos Playoffs, sem Kobe e Nash para defrontar os
Acham que Phil Jackson venceria Popovich, com tanta lesão e com Kobe a ver o jogo pela TV?
Nem na PS3 com a dificuldade posta em principiante!
Mike D'Antoni entrou em LA a querer usar o seu sistema mas acabou por desistir da ideia depois do Natal, passando a usar um sistema que dava liberdade para que Kobe/Howard/Nash/Gasol fizessem basicamente o que lhes apetecesse.
Um treinador que sempre foi visto como alguém que só se importa com o ataque sentou Jamison para meter a jogar Hill.
M33KS (como eu o gosto de chamar) era um dos jogadores preferidos de MDA porque encaixava perfeitamente no sistema! O SG deixou de fazer parte da rotação para dar minutos a Morris que é um bom defensor mas ofensivamente é parcialmente cego.
MDA que detesta Post Ups diretos e que disse à sua chegada que não queria fazer muitos deles porque os achava uma jogada ineficiente, deixou que Howard e Kobe fossem para o poste baixo 12346x por jogo.
Dwight acabou mesmo sendo o jogador da liga com mais toques no poste baixo.
Muita gente disse que LA não chegaria aos playoffs e que esse deveria ser o motivo para que MDA fosse despedido.
Depois de ter conseguido esse prémio de consolação usaram a varridela na 1ª ronda para o atacar.
Depois de ter conseguido esse prémio de consolação usaram a varridela na 1ª ronda para o atacar.
Porquê que o criticismo a Mike D'Antoni é injusto?
- O sistema Run and Gun não chegou sequer a ser utilizado em LA e se existiu foi abolido por altura do Natal.
Ainda assim, em Abril ouvia fãs de LA, que vêem todos os jogos como eu a falar de Run and Gun e de 7 Seconds or Less. - Não teve campo de treino antes da época porque foi contratado jcom a caravana já em mercha.
- Lesões.
Foram tantas ..... - Defesa
Quando um não quer 2 não dançam e os jogadores de LA não quiseram.
Kobe Bryant por exemplo fez uma das piores épocas a nível defensivo que eu alguma vez vi um jogador de elite fazer.
E não eram "pernas cansadas". Era mesmo a cabeça e a sua concentração a defender sem bola.
Quanto aos treinos..
As equipas da NBA raramente treinam e o comentário de Kobe dizendo que com Phil Jackson só se lembra de ter feito 2 treinos defensivos durante toda a carreira só dão razão a Mike.
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